Pensamentos sobre Educação

1- Pai nosso, Pai mais terno que todos os pais, concedei-nos que, por nossos trabalhos, seja santificado vosso nome. Venha vosso reino em todos os corações que nos forem confiados. Seja feita a vossa vontade em nós, sobre nós, por nós. (Pág. 96)

2- De fato, é a educação obra por excelência, por agir sobre o tempo e a eternidade. (Pág. 152)

3- A Religião é a base de nossa educação. Seu estudo tem por fim fazê-la estimar e tornar amável a sua prática. (Pág. 102 § 3º; Pág. 387 § 1º)

4- Os Mestres terão para com os alunos uma vigilância materna/paterna e constante. Todos os seus esforços tendem a que seus alunos sejam cristãos, educados, a consolação da Igreja e a esperança de sua respectiva família. (Pág. 103 § 4º)

5- É preciso exercitar os alunos a narrarem suas lições; e além do mais, eles são destinados à sociedade onde o bem falar é exigido. Este é um talento que não se improvisa. (Pág. 106 § 1º)

6- A carreira do ensino é uma carreira de dedicação. Impõe a quem a ela se destina uma caridade ardente, um trabalho perseverante, a própria abnegação do talento, porque é preciso saber, quando a obediência o pede, resignar-se a aplicar-se sem brilho e nas mais humildes funções. (Pág. 109 § 2°)

7- Cedam sempre, meus filhos. Retribuam o mal pelo bem. É preciso isso para ser cristão. E se quiserem ser a honra dos bons cristãos, é preciso que sua piedade seja amável. (Pág. 117 § 2º)

8- É mais agradável dar do que receber e grandes são as graças concedidas à esmola respeitosa. (Pág. 122 § 3º)

9- O estabelecimento nada negligenciará para ser o centro das boas obras paroquiais, ou, pelo menos, para prestar-lhes sua colaboração, colaboração essa subordinada, todavia, à sua obra principal: a dedicação à educação cristã. (Pág. 138 § 4º)

10- A finalidade da obra é a dedicação à educação cristã da juventude conformando-se aos progressos da época, às posições sociais das famílias, às necessidades das localidades, às vocações particulares e conhecidas dos alunos. (Pág. 187, Nota 88; Pág. 375 § 1º)

11- Aplicando-se com todo o seu ardor às solicitudes da educação, não procureis que a estima pública recompense sua dedicação, nem que as famílias confirmem, por sua gratidão, a das crianças. A ela vocês têm direito; mas se a tiverem, receba-a como a um acréscimo. Não a busquem como um fim. Nosso fim é ganhar almas a Deus por meio da Ciência. (Pág. 271 § 2°)

12- Os Mestres têm por obrigação aperfeiçoar-se nas Ciências e nas aptidões, no estudo prático dos métodos e dos diretórios, no estudo prático dos caracteres e o proveito que daí se pode tirar. (Pág. 285 § 4º)

13- É preciso estudar, todos os dias e sempre. (Pág. 325 § 3º; Pág. 390 § 4º)

14- Um a um, os alunos são delicadamente acompanhados quanto à formação do coração, do temperamento e da conduta. (Pág. 351 § 6º)

15- Os Mestres devem conduzir aos cimos mais elevados da instrução os alunos cujos pais o desejam e que, para isso têm bastante inteligência; mas a todos eles devem inspirar, sem cessar, o amor à vida de família e ao próprio lar, tão necessário a uma pessoa, qualquer que seja a sua condição. (Pág. 387 § 3°)

16- Tenham um coração de mãe que prevê e previne os menores males e é atento a tudo o que se refere ao físico dos alunos. (Pág. 392 § 1°)

17- O físico tem relação com o moral e exerce sobre ele uma grande influência. (Pág. 392 § 1º)

18- É preciso progredir nas Ciências e nas aptidões, no estudo prático dos métodos e diretórios, no estudo prático dos caracteres e o proveito que disso se pode tirar. (Pág. 392 § 5°)

19- É preciso esclarecer e cultivar o espírito mais do que sobrecarregar a memória. (Pág. 393 § 3°)

20- Os estudos seguem uma marcha razoável, progressiva. Dar maturidade às idéias, retidão aos julgamentos é a finalidade de uma leitura, de uma aula, de um entretenimento. (Pág. 393 § 3º)

21- Orientem as aptidões, o bom Deus as dá – mesmo as paixões – a fim de que elas se transformem para Sua glória. (Pág. 393 § 3°)

22- Não nos acontece, vinte vezes ao dia, ter a ocasião de sermos indulgentes para com os defeitos de nossos alunos? Compreensivos para com os ímpetos que lhes escapam da irreflexão e da fantasia? Mansos nas próprias correções? Não devemos nós, como o Deus das misericórdias, curar com uma das mãos quando ferimos com a outra? Não devemos então sugerir a esperança de agir melhor a quem somos penosamente obrigados a fazer notar faltas graves? (Pág. 394 § 2º)

23- Quantas ocasiões temos de mostrar a possibilidade de praticar esta ou aquela virtude, de fazer este ou aquele esforço, a esse aluno que se choca contra todo encorajamento e encalha nesta palavra funesta: Não posso!. Oh! Repitam sempre, nessas circunstâncias, a palavra de São Gabriel: “A Deus nada é impossível” (Lc 1, 37). (Pág. 394 § 2º)

24- Não se contentem em mostrar a seus alunos o zelo que vocês têm pelo seu aperfeiçoamento moral ou pelo seu progresso nos estudos: tomem parte também, nos seus pequenos pontos de vista, todas as vezes que, agindo assim, vocês não ofendem nenhuma virtude ou nenhuma conveniência. (Pág. 394 § 2º)

25- O amor que decorre da graça não é menos terno nem menos engenhoso do que o puramente humano. Ele não tolera nenhuma fraqueza culpável, não lisonjeia os defeitos, nem a vaidade... Mas, não tem pressa, levando as almas a fazerem o que elas temem, persuadindo-as a crer que isso lhes é útil, sem chocá-las, sem melindrá-las, conquistando a sua vontade, dispondo o seu espírito a receber os conselhos mais opostos às suas inclinações. Esse trabalho é difícil, mas não é somente nosso: é de Deus conosco. (Pág. 394 § 2º)

26- Ganhemos os corações de nossos alunos. ... E se vocês souberem conquistá-los ao ponto em que eles não temam, de modo algum sua presença; que suas atitudes, com vocês, sejam sinceros; que eles lhes peçam simplesmente seus conselhos em algumas ocasiões importantes. Oh! Alegrem-se! Vocês estão em via de conquista para Jesus Cristo. Então sejam prudentes e não aconselhem nada além daquilo que os conduz à vida seriamente cristã. (Pág. 394 § 3°)

27- É necessário que vocês se lembrem de que precisamos de muita prudência e de discernimento para repreender, para encorajar oportunamente. (Pág. 395 § 1°)

28- Devemos saber o que é necessário a cada temperamento, para não dizer a um o que só seria útil a outro. (Pág. 395 § 1º)

29- Precisamos de prudência para repreender em particular, ou para repreender em público o que foi feito publicamente, sem ferir muito, sem abater demais. (Pág. 395 § 1º)

30- É preciso o discernimento para penetrar nos corações, e mesmo, sem que elas o percebam, distinguir uma alma dissimulada de uma tímida. (Pág. 395 § 1º)

31- É preciso visar a adquirir uma grande igualdade de humor. (Pág. 395 § 1º)

32- Nada causa tanto mal quanto as inconstâncias de um Mestre de aparência fria e inacessível. Todos os recursos, todas as boas maneiras ficam, às vezes, sem resultado para reparar o mal, feito ao coração magoado do jovem. (Pág. 395 § 1º)

33- O ensino nos aproxima de Deus. Mas, se o objetivo do estudo é formar espíritos, o da educação é formar o coração. A boa educação não está toda nas belas maneiras. Mas sua natureza é a fé dirigindo nossa conduta, a caridade dilatando nosso coração. (Pág. 395 § 3°)

34- Lembrem aos alunos que, em toda família, há sempre, ou mais ou menos, pessoas a converter; e, se Deus os escolheu, como a toda a criança, para serem a esperança da família, eles devem aplicar-se a realizar esse título pelas graças que podem alcançar na oração. (Pág. 399 § 3º)

35- Eis um grande meio de sucesso para os estabelecimentos: que os pais vejam alguma coisa de concreto e de bem feito. Podem fazer maravilhas nas aulas, como Mestres, e se esforçarem quanto quiserem: é água na peneira se os pais não vêem os deveres correspondentes às lições. Deveres bem feitos são os melhores prospectos. Entretanto, é preciso ter outros. (Pág. 400 § 5º)

36- A dedicação à educação é o caráter distintivo, a alma, a vida, a felicidade dos Santos Anjos. (Pág. 407 § 1º)

37- A dedicação à educação consiste em dar uma atenção especial à santificação dos alunos e, para isso, uma educação seriamente cristã; a zelar pela sua instrução religiosa e preparação aos Sacramentos. (Pág. 407 § 1º)

38- É preciso rezar pelos alunos, principalmente quando são tentados por paixões, por tentações de tristeza. (Pág. 407 § 1º)

39- É a bondade que ganha os corações. (Pág. 407 § 2°)

40- Rezem para que os alunos não cometam pecados graves, para que aproveitem da educação que se lhes dá. (Pág. 407 § 3°)

41- Quereria inculcar-lhes, cada vez mais a estima de nossa vocação ao magistério. Não pelo ensino em si mesmo, o que já é uma missão meritória, porque tudo o que é intelectual é elevado. Mas, quereria infiltrar-lhes amor e estima por essa vocação que faz de nós os associados dos Sacerdotes e dos Apóstolos. (Pág. 408 § 1º)

42- Devemos formar as almas de nossos alunos, para a edificação das famílias que nô-las confiam, da sociedade que as espera e para que Deus veja nelas uma cópia de Jesus Cristo. Cópia múltipla; tantos quantos são os alunos. Se pensássemos bem nisso, seríamos mais solícitos em esclarecer seu espírito, seu julgamento; em exigir deles, delicadamente, as boas maneiras; em orientar seu caráter; dirigir suas afeições tão vivas para objetos dignos de estima e para outros que são inocentes: as flores, os pássaros, as coleções escolhidas – verdadeiros antídotos. (Pág. 408 § 1º)

43- Com simplicidade, orientem as idéias dos alunos para o belo, o bem, a sólida virtude, a verdadeira bondade. (Pág. 408 § 1°)

44- Com espírito de fé, é preciso ver as pessoas antes de tudo e acima de tudo. Ver Jesus Cristo nas crianças que educamos. Um de nossos mais sérios deveres é o de fazê-lo crescer nos alunos; sugerir-lhes a cópia de um traço particular de Cristo, escolhido segundo o seu temperamento. (Pág. 408 § 2°)

45- Deus dá as aptidões e deixa as paixões, a fim de que sejam orientadas para a Sua Glória. (Pág. 408 § 2º)

46- A obra da educação cristã deve ser feita em toda aula. (Pág. 409 § 1º)

47- Para que os sentimentos cristãos sejam insinuados às almas juvenis, devem fluir de um coração de mulher, de homem, trabalhado pela graça, impregnado de fé, de suavidade, de delicadeza, de bondade, como essas ondas puras que atravessam regiões subterrâneas minerais, tirando-lhes vantajosamente, princípios regeneradores. (Pág. 409 § 1º)

48- Nunca entrem nas salas de aula sem saudar os bons Anjos de seus alunos. Preparem seriamente as lições: isto não é somente dedicação, mas justiça. (Pág. 409 § 3º)

49- A vocação ao ensino exige estudo. É preciso estudar para saber, estudar para conservar seus conhecimentos, estudar para estar apto, em qualquer ocasião, porque pode sobrevir imprevistos; é preciso possuir mais do que aquilo que se deve dar. (Pág. 409 § 4º)

50- É preciso o discernimento que previne contra o próprio zelo. Esse discernimento pode se chamar humildade. É preciso ter a medida em tudo: nas inclinações e para excluir os excessos. (Pág. 409 § 5°)

51- Para incentivar a emulação – nobre e poderosa alavanca – mostrem aos alunos o quanto devem ser gratos a seus pais. (UAT Pág. 31)

52- Para prevenir o desânimo, apreciem os méritos e a capacidade de cada aluno sem compará-lo a outros colegas. (UAT Pág. 31)

53- Amar a juventude para fazê-la amar a virtude; espalhar o ‘bom odor de Jesus Cristo’ (2Co 2, 14-15). (Pág. 6, nº 41)

54- Tanto na educação como na administração e mesmo na santidade, nada se faz completamente, em grandes linhas; se são precisos tantos cuidados, tantas despesas, para levar uma criança que nasce a tornar-se homem feito, não será preciso, certamente, menos dedicação, obscura, paciente, incessante, para formar seu espírito simples, reto, firme no bem. (Pág. 20, nº 135)

55- Nossa vocação é a dos Anjos, prepostos à guarda dos jovens corações; dos Apóstolos, a quem é dado ensinar a Lei de Jesus Cristo; a mesma vocação de Jesus, que nos associa ao Mistério da Redenção. (Pág. 21, nº 146)

56- Preparar bem as aulas, fazer passar pelo coração as lições que visam o intelecto. (Pág. 22, nº 150)

57- Não há maior força para a alma, do que a provação bem aceita e recebida com resignação. (Pág. 33, nº 228)

58- A regularidade é uma virtude, quando baseada na mortificação; mas, uma ilusão quando dela se afasta. (Pág. 38, nº 270)

59- Há mais humildade e maior garantia de emenda num aviso recebido do que numa acusação voluntária. (pág. 43, nº 300)

60- Nada mais fácil do que tomar resoluções; perseverar é outra coisa. (Pág. 43, nº 308)

61- É preciso tornar a piedade alegre para que em seus dias de provações, os alunos possam suavizar as lágrimas com lembranças de seus piedosos arroubos. (Pág. 65, nº 472)

62- Visai atingir as famílias através dos alunos. (Caderno de Conferências – A Vida Religiosa - Père Larcher, pág. 50).

63- É quase impossível restituir a seiva cristã ao velho tronco do mundo; mas que, ao cuidar assiduamente dos jovens ramos, possamos ainda obter flores perfumadas e frutos saborosos. (Caderno de Conferências – A Vida Religiosa – Père Larcher, pág. 50)

64- O Apostolado do Ensino é um apostolado que não se deve, de modo algum, negligenciar; bem ao contrário, é preciso muito cuidado e vigilância, pois trata-se das pessoas. (Mère Poux – Vol. XIV, pág. 36)

65- A rivalidade é a emulação dos Estabelecimentos. (Mère Poux – Vol. I, pág. 26)

66- A rivalidade é uma mina de ouro, da qual é preciso separar as matérias heterogênias: ciúmes, suscetibilidades, atitudes ofensivas. (Mère Poux – Vol. I, pág. 26)

67- Nosso objetivo é de ganhar almas para Deus por meio da ciência. (Mère Poux – Vol. I, pág. 89 e Vol. VIII, pág. 229)

68- Como os Principados, os Mestres farão seu trabalho principal do bom governo dos corações, trazendo a esta parte essencial da Educação, suas diversas solicitudes. (Mère Poux – Vol. I, pág. 109)

69- Como os Anjos da Guarda, os Mestres devem ter uma extrema solicitude para com seus alunos, bons ou mais difíceis. (Mère Poux – Vol. I, pág. 109)

70- Como os Ardentes Serafins, que os Mestres iluminem, atiçam o fogo do santo amor em seus corações e nos de seus alunos. (Mère Poux – Vol. I, pág. 109)

71- Eu gostaria de lhes inculcar sempre, a estima e a afeição de nossa vocação ao ensino. (Mère Poux – Vol. I, pág. 125)

72- O Ensino em si já é uma função digna pois, tudo o que é intelectual é nobre. (Mère Poux – Vol. I, pág. 126)

73- Nossa vocação é uma missão santa. (Mère Poux – Vol. I, pág. 126)

74- A Educação se faz pela difusão da verdade e dos bons sentimentos. (Mère Poux – Vol. XII, pág. 327)

75- A vocação para a Educação traz verdadeiros benefícios. A meditação dos deveres os desatrela. (Mère Poux – Vol. XII, pág. 327)

76- Os alunos têm sempre os olhos sobre vocês. Tudo o que fizerem, façam-no por eles. (Père Ecoiffier – Sujets de Retraite - Vol. XII, pág. 356)

77- Eis a meta do aluno dos Santos Anjos: ser doce, amável, bom, obediente e piedoso como um Anjo. (Para as alunas – Vol. XII, pág. 413)

78- A educação do coração consiste em bem dirigir e bem moderar as próprias afeições. (Conselhos às alunas – Vol. XII, pág. 44)

79- A Instrução e a Educação cristãs devem ser os primeiros, como os mais belos, ornamentos dos jovens. (Discurso de fim de ano – Vol. XII, pág. 426 à 438)

80- A Instrução tem felizes influências sobre o futuro. (Discurso de fim de ano – Vol. XII, pág. 426 à 438)

81- Num século de ciência e de artes como este que percorremos, quem ousaria vegetar em sua ignorância? (Discurso de fim de ano – Vol. XII, pág. 426 à 438)

82- A verdadeira ciência é sempre modesta. (Discurso de fim de ano – Vol. XII, pág. 426 à 438)

83- O estudo engrandece a pessoa e a aproxima de Deus. (Discurso de fim de ano – Vol. XII, pág. 426 à 438)

84- A Educação abraça toda a nossa existência. Ela estende ainda seus benfazejos ramos sobre a família e a sociedade. (Discurso de fim de ano – Vol. XII, pág. 426 à 438)

85- É preciso sobrecarregar menos a memória para despertar e cultivar mais o espírito. (Prospecto da Escola – Vol. VIV, pág. 3)

86- Nossa vocação nos leva ao dever de vencer o mal pelo bem; de corrigir e de não repelir; de sermos pacientes e firmes. (Prospecto da Escola – Vol. XIV, pág. 14)

87- A profissão para o Magistério é austera e laboriosa maternidade/paternidade. (Vol. XIV, pág. 155)

88- Educação! Obra incessante que deve começar todas as manhãs desde os atos mais simples, continuando entre outros deveres que se sucedem. (Soeur Marie Franco – Vol. XII)

89- Educação! Obra múltipla que deve atingir a vontade como o espírito, os pensamentos como a linguagem, as maneiras exteriores como a alma inteira. (Soeur Marie Franco- Vol. XII)

90- Educação! Ação do coração sobre o coração. (Soeur Marie Franco – Vol. XII)

91- Educação! É a cultura geral e particular de todo ser humano, mas sobretudo da alma: memória, espírito, imaginação, julgamento, consciência, sentimentos, palavras, maneiras. (Caderno de Conferências – A Vida Religiosa – Pe. Larcher, Pág. 313)

92- Sejam simples, conseqüentemente, inimigos do exagero dos elogios, rede na qual os alunos prendem quase cada um de seus Professores. (Caderno de Conferências – A Vida Religiosa – Pe. Larcher, Pág. 351)

93- Sejais simples com os pequenos, colocando-se à altura deles... extremamente simples com os ignorantes para melhor instruí-los. (Caderno de Conferências – A Vida Religiosa – Pe. Larcher, Págs. 351e 352)

94- Estar perto dos alunos, como mães, como pais, pela bondade e como Anjos, pela solicitude e o zelo de sua salvação. (Diretório – Artigo 6 – Vol. XIII, pág. 47)

95- Unir a paciência e a doçura à firmeza, mas sem dureza. (Diretório – Artigo 6 – Vol. XIII, Pág. 47)

96- Os Anjos têm a mesma solicitude pelas almas maliciosas (maldosas) quanto pelas dóceis; exemplo poderoso para estar, ao olhar de todos os alunos, na mais constante imparcialidade. (Diretório – Artigo 6 – Vol. XIII, Pág. 47)

97- Estando perto dos alunos, pedir interiormente à Deus Sua bênção e Sua graça. (Diretório – Artigo 6 – Vol. XIII, Pág. 48)

98- A Educação cristã é o fim principal do Instituto dos Santos Anjos. É para educar a juventude que ele estende a rede da Instrução. (Vol. XIII, Pág. 77)

99- Sendo a educação a mais difícil de todas as artes, devemos inspirar-nos na oração. (Vol. XIII, Pág. 77)

100- Educação completa: educação do corpo como do coração; educação das maneiras como do espírito. (Vol. XIII, Pág. 77)

101- Ensinemos nossos alunos a se conhecerem, a se levantarem de suas quedas, a suportarem seus defeitos; a enxertar qualidades em cada um deles e a suportar o próximo sem ofendê-lo. (Vol. III, Pág. 80)

102- Devemos fazer desses jovens, modelos para a sociedade, a glória dos Santos Anjos, a esperança da Igreja. (Vol. XIII, Pág. 80)

103- A aspereza, a negligência, a falta de tato, a falta de caridade, de parcialidade, fortificariam um preconceito funesto e paralisariam o trabalho da Educação. (Vol. XIII, Pág. 83)

104- Saibamos dirigir as sensibilidades de nossos alunos. Compreendamos bem suas idéias e seus sentimentos... e ganharemos seus corações. (Vol. XIII, Pág. 85)

105- Que o Colégio seja uma boa lembrança para toda a aprendizagem da vida. (Vol. XIII, Pág. 86)

106- As concessões de particularidades são a ruína da disciplina. (Vol. XIII, Pág. 97)

107- A disciplina é a salvaguarda e a protetora das Instituições, sobretudo se ela é observada no espírito de ternura e amor que um Colégio dedicado aos Santos Anjos deve testemunhar. (Vol. XIII, Pág. 97)

108- Daí aos vossos alunos uma educação santa. (Vol. XIII, Pág. 158)

109- Para fazer a conquista das pessoas, comecem a fazer a conquista dos corações. (Vol. XIII, Pág. 158)

110- O Colégio dos Santos Anjos deve se distinguir pela arte de dar uma educação cuidadosa, sólida e completa. Da mesma forma, ele deve se distinguir pela arte de ensinar. (Vol. XIII, Pág. 163)

111- A Instrução Religiosa possuirá o lugar mais distinto em nossas Escolas, pois ela é, ao mesmo tempo, o cume e a base, o cimento e o relevo, a decoração e a vida, a luz e a salvaguarda do nosso ensino. (Vol. XIII, Pág. 164)

112- Para todo ramo do Ensino, o Colégio deve seguir o desejo das famílias, a exigência das localidades, o progresso da época. (Vol. XIII, Pág. 164)

113- A arte de conversar liga-se essencialmente à instrução. (Vol. XIII, Pág. 165)

114- Dar maturidade às idéias, retidão ao julgamento, bondade ao coração, deve ser o objetivo de uma lição, de uma leitura, de um cristão. (Vol. XIII, Pág. 165)

115- É preciso sempre que o útil seja aprendido antes do agradável. (Vol. XIII, Pág. 184)

116- Sintam e apreciem os talentos e os conhecimentos (as inteligências): é um tesouro que a ferrugem não atinge; são amigos que restam no infortúnio e que ainda embelezam o declínio da existência. (Vol. XIII, Pág. 239)

117- Estender a rede da ciência para atrair jovens e crianças que, presas nesta rede de uma instrução sólida, elevada, completa, possam ser levadas ao amor de Jesus, serem instruídas para desempenhar no mundo, uma vida de apostolado. (Diretório - Fim da Congregação – Pág. 32)

118- Uma sábia cultura, uma arte engenhosa, longe de abafar a natureza e de esterilizá-la, aumenta sua força e concede às faculdades intelectuais uma feliz fecundidade. (Vol. VIII, Pág. 270)

119- É preciso estudar para saber,estudar para conservar seu conhecimento, estudar para estar apto para todo acontecimento, porque imprevistos podem acontecer. (Mère Poux – Vol. VIII, Pág. 287)

120- Os Mestres devem conduzir aos mais elevados cumes da ciência as inteligências que a ela são chamados. (Mère Poux – Vol. VIII, Pág. 287)

121- Os Mestres devem inspirar sem cessar o amor à vida interior tão necessário ao ser humano. (Mère Poux – Vol. VIII, Pág. 287)

122- Nós formamos os alunos para o futuro. É preciso que eles saibam que a vida é um rio cujo curso muda e que aqueles que nele navegam devem sempre modificar o modo de sua navegação. (Pe. Larcher – Vol. X, Págs. 99 e 100)

123- O conhecimento é a rede da qual nos servimos para ganharmos os jovens para Jesus Cristo. (Pe. Larcher – Vol. X, Pág. 100)

124- Que os Professores dos Santos Anjos formem pessoas generosas para Deus, homens e mulheres fortes e completos. (Soeur Marie Franco – Vol. XIV, Pág. 271)

125- A obra da Educação é essencialmente uma obra de perseverança. (De uma carta a uma Irmã – Vol. XIV, Pág.384)

126- Formemos homens e mulheres corajosos. (Soeur Marie Franco – Vol. XIV, Pág. 318)

127- Considerem os alunos como uma plantação de árvores diferentes. Semelhante a um jardineiro razoável, não procurem na colheita de uma figueira colher uva ou outras frutas. Contentem-se de bem cultivá-los e de receber o que cada um pode produzir. (Pe. Larcher – Vol. X, Pág. 251)

128- É preciso estudar, todos os dias, e sempre. (Mère Poux – Vol. VIII, Pág 325)

129- Ganhemos o coração de nossos alunos. (Mère Poux – Vol. VIII, Pág. 72)

130- Maior mal faz as desigualdades de humor de um Professor de ar frio e desagradável. (Mère Poux – Vol. VIII, Pág. 131)

131- É no trabalho da educação que o inimigo (o mal) procura sobretudo espalhar a semente ruim. (Mère Poux – Vol. VIII, Pág. 231)

132- Trabalhamos para educar, para o mundo, cristãos que nele não serão solitários. É preciso, pois, inspirar mais, nos nossos alunos, o gosto por uma piedade sólida que o amor de numerosas práticas de piedade. (Pe. Larcher – Vol. X, Pág. 548)

133- Aos alunos mostremos mais a beleza da virtude que a feiúra do vício. (Pe. Larcher – Vol. X, Pág. 466)

134- Por nossa vocação à educação dos jovens, somos colocados diante deles como luz que deve iluminá-los; como farol que deve guiá-los. (Pe. Larcher – Vol. X, Pág. 748)

135- Cabe a nós, Professores, educar os alunos acima do comum das pessoas de nossa época. (Pe. Larcher – Vol. X, Pág. 753)

136- O Mestre tem necessidade de coragem. É incontestável que o trabalho da educação é difícil e árduo. É preciso, às vezes, suportar aí a ingratidão sob diversas formas. (Pág. 8)

137- Deus dá e dará ao Mestre todos os socorros necessários para conseguir ou sustentar o peso de seu trabalho, e o faz e o fará, pela única razão que Ele tem pela juventude: um amor de predileção. (Pág. 8)

138- Com a constância nos seus cuidados e nos seus trabalhos, usem de cem pequenos artifícios para chegar a insinuarem o amor do bem a tal ou tal coração... dos quais vocês conhecem a dificuldade ou a fraqueza. (Pág. 8-9)

139- Na constância dos nossos meios de ação, lembremo-nos de que nada é pequeno, nada é indigno de nós, quando isso pode operar algum bem. Nenhum aluno é indigno de nossos cuidados. (Pág. 9)

140- A Obra de Deus é outra coisa que, propriamente, uma Casa de educação, cuja prosperidade é, portanto, certa, se o espírito de fé aí tudo conduz. (Pág. 9)

141- Com o espírito de fé, nas nossas funções, seremos aquilo que devemos ser aos olhos de Deus e aos olhos perspicazes da juventude. (Pág. 9)

142- Nosso primeiro e essencial dever é o de amar com ternura nossos alunos. (Pág. 14)

143- Amar, segundo Deus, na educação, é gerar Jesus Cristo nos alunos, quer dizer, inspirar-lhes o sentimento religioso. É desenvolver as inclinações felizes e dirigi-los para a prática do bem. É educar a consciência ou torná-la delicada e esclarecida. (Pág. 14)

144- Se os alunos provam os efeitos da bondade, da pura caridade, do zelo, eles amarão, com ternura, seus Professores, meio de Educação que as almas estreitas desprezam. (Pág. 15)

145- Amar é a mais nobre tendência do ser humano. É preciso convencer-se desse primeiro e essencial dever de amar com ternura nossos alunos. (Pág. 14)

146- É preciso ter grande atenção para descobrir, em nossos alunos, a boa vontade ou fazê-la nascer, recompensar os esforços, sustentar a perseverança, testemunhar o arrependimento de punir e a alegria de aplaudir. (Pág. 15-16)

147- Professores, sejam de um acesso fácil, de uma aproximação amigável, de uma maneira franca e sincera, para com um aluno que pede perdão pelas faltas cometidas e que mesmo assim, viola as promessas feitas de não repeti-lo. (Pág. 16)

148- É preciso acreditar ou ter a impressão de crer na sinceridade dos alunos, sobretudo nos casos de pedidos de perdão por faltas cometidas, e não manifestar temor a não ser com delicadeza. (Pág. 16)

149- Não devemos temer saudar, alegremente, um aluno que encontramos. Se vem perto de nós, testemunhemos-lhe nosso interesse. Participemos de suas pequenas conversas. (Pág. 16)

150- Se existem alunos “difíceis” por natureza, fracos ou tímidos, hajamos com eles com os sentimentos que Deus nos concedeu. (Pág. 16)

151- Segundo as circunstâncias, mostremos corações e atitudes generosos. (Pág. 16)

152- Tenhamos atenção aos hábitos e aos temperamentos. Conduzamo-nos, em muitas ocasiões, não como se os alunos fossem aquilo que deveriam ser, mas conforme o que são. (Pág. 16)

153- Olhando o futuro, muitas vezes é preciso agir com os alunos não conforme o que são, ricos ou indolentes, mas segundo o que eles podem ser. (Pág. 16)

154- É na sociedade, na família, nas posições oferecidas pela Providência Divina, que colhemos os frutos de uma sólida educação. (Pág. 17)

155- Um Educador cristão deve, pela imparcialidade de sua conduta, forçar seus alunos a proclamá-lo justo, a reconhecer que sua maneira de agir é conforme aos mais sábios princípios. (Pág. 17)

156- O Mestre deve escutar, sinceramente, as observações, mostrar-se calmo nas deliberações, firme nas resoluções, mas não tão inflexível, quando motivos de razão ou de clemência solicitam sua condescendência. (Pág. 17)

157- De todos os degraus da autoridade, a condescendência bem praticada fortifica mais o poder que a justiça sozinha, ou o único respeito de sua própria dignidade. (Pág. 17)

158- O que fortifica a autoridade é um rosto sereno. (Pág. 18)

159- O que fortifica a autoridade e a sanciona é a sabedoria de nossa fala, é o espírito de fé passando nos nossos gestos. (Pág. 18)

160- O que fortifica a autoridade é a boa fé, a franqueza, a imparcialidade bem reconhecida. (Pág. 18)

161- O que fortifica a autoridade é manter sua palavra, praticar constantemente uma generosidade de sentimentos, uma nobreza de princípios que, mesmo fora da vida cristã, são a honra da pessoa. (Pág. 18)

162- Amemos nossos alunos, mas em Deus, por Deus, e façamos aquilo que queremos, pois se eles se sentirem amados, eles se deixarão reerguer, modificar, repreender, corrigir, guiar. (Pág. 18)

163- Dar aos alunos uma educação santa, responde a todos os desejos que o Espírito Santo forma em cada um de nós. (Pág. 27)

164- Ser chamado à obra da educação cristã da juventude é, no pensamento dos Santos, uma graça particular, um favor de escolha. (Pág. 28)

165- Ser chamado à obra da educação cristã da juventude é um favor que não é desprovido de humildade. (Pág. 28)

166- Considerem bem sua vocação à educação cristã da juventude e vocês verão que não se pode encontrar de mais belo a realizar que essa disposição assim tão preciosa aos olhos de Deus. (Pág. 31)

167- Destinados, pela própria Igreja, a darem a seus alunos uma educação santa, vocês são, por isso mesmo, apóstolos, pregadores, lâmpadas ardentes, sal da terra e guias dessa parte da Igreja de Deus, a mais interessante dessa herança adquirida ao preço do sangue de Jesus. (Pág. 31)

168- Os jovens, educados no temor de Deus e na piedade, educam suas famílias nas mesmas disposições. (Pág. 31)

169- Educadores, são as gerações futuras que se encarregam de serem os ecos de suas santas lições e de perpetuarem o frutuoso trabalho de vocês. (Pág. 32)

170- Educadores, muito tempo se passará e, mesmo assim, os filhos de seus alunos se enriquecerão ainda do resultado das instruções e dos cuidados de vocês. (Pág. 32)

171- É a educação cristã que povoa o céu de eleitos. (Pág. 33)

172- O’ poder da Educação! Quem dirá teus benefícios? Quem dirá, conseqüentemente, a glória e os méritos das almas que a ti se dedicam? (Pág. 33)

173- Não poupem nada para darem a seus alunos uma educação santa. (Pág. 33)

174- Todas as coisas do tempo têm um eco para a eternidade. Se dizemos algumas vezes, tudo passa, não será num sentido restrito, pois de fato, nada passa. Tudo se burila para empobrecer ou enriquecer nossos méritos eternos. Isto é notavelmente verdadeiro em relação à santidade da educação. (Pág. 34)

175- Nossa função de Educadores consiste em ensinar a moral que, desenvolvendo a razão, faz com que ela produza frutos de discrição, de prudência, de certo domínio sobre si mesmo; que comanda a honra, a estima dos deveres sociais, o respeito pela autoridade, a condescendência pelos iguais, a bondade para com todos etc... (Pág. 1)

176- Após ter elevado, modelado a criatura sábia à prática daquilo que é bom, do bem julgar e do que é justo, nós devemos elevá-la, modelá-la à vida cristã: projetá-la para Jesus Cristo, como diz São Paulo. (Pág. 2)

177- Digamos simplesmente: nossa função fundamental, essencial é de ensinar a mais sublime, a mais importante das ciências, isto é, as verdades dogmáticas e as práticas de nossa santa religião! (pág. 2)

178- É preciso que a religião seja estudada (conseqüentemente estudada) para ser conhecida, estimada, honrada, amada. (Pág. 2)

179- É preciso ensinar aos alunos as verdades práticas e mostrar-lhes a superioridade moral. (Pág. 2)

180- É preciso, aos alunos, fazer provar, fazer adotar a necessidade de imitar Jesus Cristo, de desprezar as honras, perdoar um descaso, uma injúria. Ter um coração devotado a Deus, uma alma desprendida, confiante na bondade de Deus, sempre submissa à Sua Santa Vontade. (Pág. 2)

181- É preciso fazer o aluno experimentar a oração, fazer ver sua necessidade, fazer valer a essas jovens inteligências duas coisas difíceis a toda idade, sem um socorro do céu: refletir e vencer-se! (Pág. 2)

182- O que é preciso imprimir fortemente nos espíritos de nossos alunos, é o horror ao pecado, mesmo pequeno que seja; o amor à virtude; o bom emprego do tempo; o respeito pela autoridade, pelos pobres e idosos. (Pág. 2)

183- É preciso também mostrar aos nossos alunos os perigos aos quais eles poderão estar expostos. Ensinar-lhes o antídoto que é a santa vigilância cristã. (Pág. 2)

184- É preciso mostrar aos nossos alunos a importância de bem executar seus deveres. Fazer-lhes compreender que do cumprimento de seus deveres de estado, depende a própria salvação. (Pág. 2)

185- É preciso assegurar a esses queridos alunos a necessidade de uma boa escolha de amigos temendo Deus, da alta influência que pode exercer, no círculo da família, e mesmo num círculo restrito, o jovem que foi cristamente educado. (Pág. 2-3)

186- A vocação à Instrução Cristã é sublime! Uma pessoa, nessa obra, é auxiliar dos Padres do Senhor do qual ela partilha o apostolado. Como eles, ela continua a obra da Redenção dos homens, começada e conservada em sua excelência por Nosso Senhor Jesus Cristo. (Pág. 3)

187- Vantagens para o Educador: “Aqueles que ensinam os caminhos da justiça, diz o Anjo a Daniel, brilharão no céu como as estrelas!” (Dn 12, 3) Num outro lugar das Escrituras, é dito: “Aqueles que terão ensinado a muitos a Lei de Deus, brilharão como as estrelas na eternidade das eternidades”. (Pág. 3)

188- As crianças que receberam uma sólida educação cristã, compreendem segundo as grandes vias da fé, o que são os autores de seus dias: seus pais. E elas lhes serão a consolação e a alegria. Elas lhes serão os dignos apoios em suas enfermidades e em sua velhice. (Pág. 4)

189- As crianças que receberam uma sólida educação cristã, em todas as circunstâncias, cuidarão do espírito de família que, se perde, pela própria infelicidade dos lares domésticos. Assim se encontrará certificada essa palavra da Escritura: “Instruí teu filho, e ele será tua paz, e ele será as delícias de tua alma”. (Pág. 4)

190- As crianças lembrarão, facilmente, mais do que ninguém aos pais, os princípios esquecidos da Lei divina, relatando na família as normas morais que apresentam o Antigo Testamento, o Evangelho, a História dos Mártires, dos Santos de todos os séculos católicos. (Pág. 4)

191- A família se evangeliza com a criança, e através da criança. Os pais aprendem com doçura o que não iriam aprender fora; eles adotam os usos piedosos que não gostariam de introduzir; logo, segundo a retidão de sua alma, ou o concurso feliz das circunstâncias, eles se penetram do sentimento religioso. O respeito humano perde seus direitos adquiridos. Enfim, as crianças piedosas dão a seus pais as últimas consolações da fé! (Pág. 4-5)

192- Uma outra vantagem da instrução cristã sobressai-se largamente nos contatos das crianças com as diferentes pessoas de seu meio: elas rapidamente deixam os traços da infância; a jovem se torna esposa, mulher de sociedade. O jovem se torna esposo, homem de sociedade. Cristamente elevados, eles serão, em suas famílias, anjos de paz! (Pág. 5)

193- Como anjos de paz, os jovens serão perto dos aflitos, consoladores; perto dos infelizes, socorros providenciais; para todos, espelhos de virtudes. Seus méritos, sua discrição lhes farão conselheiros prudentes, confidentes seguros, amigos sinceros, desses dos quais o Espírito disse: “É um tesouro!” (Pág. 5)

194- Como anjos de paz, os jovens traçarão o retrato da pessoa forte. Seu bom caráter as fará amar a virtude mostrando-a alegre e fácil. E, em qualquer lugar que Deus os coloque, eles serão, para as paróquias e para o círculo repleto de conhecimentos, essas lâmpadas brilhantes que clareiam aqueles que os cercam, esses perfumes suaves que alegram e fortificam. (Pág. 5)

195- Como Educadores dos Santos Anjos, devemos cumprir a Missão dos Anjos: encorajar nossos alunos ao bem, fazer nascer neles santos desejos, sustentar na caminhada para Deus; converter as inclinações viciosas em bons hábitos; reformar, formar, abrandar os caracteres. Fazer dessas crianças que chamamos “terríveis”, almas de fé, trabalhadores do evangelho. (Pág. 5)

196- Educadores, imitemos o coração de Jesus, e nós aí encontraremos o modelo e a medida de nossa dedicação à santificação da juventude. (Pág. 5)

197- Devemos ter a solicitude dos Anjos, pois, efetivamente, somos os Anjos tutelares de nossos alunos. (Pág. 19)

198- Vamos, como os Anjos, estender a mão à pessoa caída! Experimentemos levantá-la, mesmo contra sua vontade, se for preciso. Façamos nascer pensamentos de confiança em Deus, pois a confiança é a força da alma! E, rezemos! Rezemos! É o recurso dos Anjos, e esse deve ser o nosso porque, na oração, isto é, em Deus, encontramos a chave dos corações, a luz e a prudência, a sabedoria e unção que conduzem as pessoas a Ele! (Pág. 21)

199- Que todos os alunos estejam tão certos da dedicação de vocês, Educadores, que eles possam se aproximar e expor suas tristezas, seus arrependimentos, e mesmo seus remorsos. (Pág. 22)

200- A oração, ativa mensageira, vai facilmente do trono dos favores divinos, aos corações desencaminhados. Melhor inspirada que quem quer que seja no mundo, ela sabe, a propósito, estender um fio condutor que traga de volta à verdadeira sabedoria! E, além disso, lembrem-se que Nosso Senhor Jesus Cristo acredita-se feito a Ele mesmo, aquilo que fazemos ao menor de todos (Mt 25, 40), seja orando quando não podemos realizar outra coisa. Oh! como Sua bondade nesse ponto de doutrina é própria para estimular nosso zelo e nosso fervor. (Pág. 23)

201- Vocês devem ter a solicitude dos Anjos para as crianças e jovens que lhes serão confiadas! (Pág. 23)

202- Dedicados à Educação, sabemos o que é a cultura do intelecto, e por complemento, o cuidado do físico. Mas, dedicados à Educação cristã dos jovens, é importante que compreendamos a grandeza de nossa obra. É o grande Apóstolo, ele mesmo, quem nos diz: “Dai a vossos filhos uma educação santa!” (Pág. 24)

203- A educação desenvolve na criança, no jovem, a generosidade dos sentimentos, o respeito das qualidades do outro, o respeito devido aos serviços cumpridos, devido aos idosos e uma a compaixão eficaz. (Pág. 24)

204- A educação dilui o egoísmo, a duplicidade, as mesquinharias do eu e do orgulho. Ela faz apreciar a grandeza da alma, a fidelidade aos princípios da honra, a fidelidade às leis da amizade. Ela ensina, especialmente aos jovens a amar a vida interior, a adquirir as qualidades e os talentos que lhes tornarão amáveis e mais doce o viver em família. (Pág. 24)

205- Os alunos são para vós um depósito sagrado, um precioso talento! (Pág. 25)

206- A alma de uma criança, a alma de um jovem, é como a de todo ser humano, mas, chegada à sua maturidade: um espírito, no qual reconhecemos faculdades bem distintas – a inteligência, o coração, a vontade. Distinguimos ainda, na alma humana, a razão, a imaginação, a consciência! (Pág. 51)

207- Ora, a inteligência, o coração, a vontade, a razão, a imaginação, a consciência, devem receber uma educação que lhes é própria. As pessoas encarregadas da educação devem, pois, estudá-las em sua natureza, em suas operações e em suas conseqüências. A primeira coisa a fazer é conceber uma idéia justa pela definição. Nós diremos, pois que: a inteligência ou o intelecto é a faculdade de conceber as idéias ou de pensar. (Pág. 51)

208- A criatura humana é, antes de tudo, uma inteligência cujo pensamento é o ato incessante, mas esse ato tira menos sua importância de sua continuidade que de seus sujeitos e seus objetos. (Pág. 51)

209- Educar o intelecto é ensinar a refletir, distinguir, comparar, julgar, raciocinar, concluir, pois essas são as principais operações da inteligência. É preciso aí encaminhar nossos alunos. (Pág. 52)

210- Para bem pensar é preciso atenção, não somente ao exame de uma coisa justa, mas é necessário certa perspicácia para abraçar, largamente, e de modo são, um conjunto, não uma só faceta, mas todas as facetas que estão à sombra, ou embaixo, como aquelas que estão um pouco mais expostas aos raios do dia. (Pág. 52)

211- É necessário a austera autoridade do julgamento, banindo do espírito tudo aquilo que poderia prejudicar a balança da exatidão das idéias e dos raciocínios. Do trabalho do pensamento nascido da exatidão das idéias procede a direção de nossa conduta. É por isso que o primeiro filósofo convertido, São Paulo, repetia: “Daí a vossos filhos uma educação santa”. (Pág. 52-53)

212- Ensinem aos educandos a refletirem, cuidadosamente, as realidades atuais, mas também sobre as coisas da eternidade. (Pág. 53

213- No exercício obrigatório dos afazeres temporais, digam, como os Santos, às crianças: “O que isto me servirá para a eternidade? Que partido posso tirar disso para a eternidade?” Assim vocês trabalharão a importante educação do espírito que é uma educação santa. (Pág. 53)

214- Trabalhando a educação do espírito e a educação santa, a vaidade e suas tolas pretensões, a frivolidade e suas mesquinharias, a ostentação e seus sentimentos de amor próprio, a ousadia e seus ares arrogantes, enfim, o orgulho e seus tristes resultados, defeitos ou vícios da inteligência, darão lugar à modéstia, ao respeito, à retidão, à franqueza, à dignidade do caráter, à firmeza no dever: é preciso aí conduzir nossas alunos! (Pág. 53)

215- A criatura humana tem em sua inteligência, dois poderes notáveis que reclama cada um os cuidados da educação: a memória e a imaginação. (Pág. 53)

216- A memória é a faculdade da lembrança sem a qual não somente nós não reteríamos nenhuma idéia, mas, sem a qual, várias operações do intelecto seriam impossíveis. (Pág. 53)

217- A memória é um poder auxiliar do intelecto, de um uso constante nos atos da vida. (Pág. 53)

218- Se nas pessoas de certa idade a doença e o trabalho intelectual enfraquecem singularmente o poder da memória, é preciso que as pessoas encarregadas da infância e da juventude saibam que ela se forma, que ela se sobressai pelo exercício cujas formas principais são: o estudo pela atenção e o estudo pela fixação. (Pág. 53-54)

219- A memória é uma faculdade que, em certas pessoas, se adapta, se aplica mais especialmente aos lugares, aos traços dos rostos, às anedotas, brincadeiras, segundo o temperamento de sua inteligência ou seus costumes. (Pág. 54)

220- Vocês devem afastar a frivolidade da educação da memória e devem permeá-la com princípios e fatos que inspirem as belas e nobres virtudes que Deus sempre abençoou, mesmo nas famílias e sociedades pagãs: a dedicação à família, o respeito à adversidade, à velhice, os olhares para a idade e o sofrimento, a coragem nas provações, a fidelidade às leis da amizade, a discrição em todo encontro, a modéstia e a reserva que produzem um tão belo efeito quando elas estão unidas a um verdadeiro mérito. (Pág. 54)

221- E a imaginação? Quem não compreenderia a importância de sua educação? Seja que a consideremos como simples meio de reter a impressão dos objetos, que é a imaginação passiva, à qual não vai além da lembrança, seja que a consideremos como esse poder que ora reúne os elementos afastados, ora os separa com a precisão de uma análise química, ora os mistura, os colore, os refaz assim tão bem que ela parece criar quando não faz outra coisa que arranjar, disse Voltaire. (Pág. 54)

222- A imaginação (a que convencionamos chamar ativa) representa um grande papel nas operações intelectuais e de tal modo que Santa Teresa a chama “a louca da casa, da hospedaria”. Fazemos voto sincero que todas as palavras da ilustre Santa sejam também bem saboreadas quanto estas! Sim, nós reconhecemos a exatidão da expressão, “é a louca da casa”! E o julgamento é o senhor nascido, a razão, o legítimo Dono e Mestre. (Pág. 54-55)

223- Que formemos julgamento com altos princípios e largas verdades! Que a razão guarde seus direitos sagrados, comande com dignidade, e a louca da casa, em tudo conservando sua atividade, não será mais que uma hábil provedora, que uma engenhosa conselheira! E o julgamento, e a razão lhe renderão reais homenagens, pois existem os que lhes são devidos! Que faria o pintor, o escultor, qualquer artista, o orador, sem a imaginação? Poderosa inspiradora, ela se associa ao lado das telas do primeiro, do bloco que contempla o segundo, ela traz suas belas e graciosas formas às idéias de uns e de outros. Ela empresta aos argumentos dos oradores, encantos variados; e, misterioso gênio, vai acender o fogo do entusiasmo nas pessoas que escutam e que vêm. (Pág. 55)

224- A imaginação faz o atrativo das conversações. É ela quem apresenta o espírito das aparências que não percebem os espíritos lentos; que lhes pinta aquilo que esses não adivinham. (Pág. 55)

225- Quem discerne e distingue as circunstâncias surpreendentes?... Quem, mais que a memória, retém e expõe as felizes citações, os exemplos admiráveis? (Pág. 55)

226- Se a imaginação cresce, se desenvolve sem cultura, ela será necessariamente desorganizada! (Pág. 55)

227- A imaginação será “a louca da casa”, se ela não for dirigida e alimentada por leituras bem escolhidas. Ela permanecerá ardente, virá a ser mais e mais sábia. E, segundo o grau de sua sabedoria, ela se produzirá com a modéstia que convém a todas as vantagens. Tornará belezas mais suaves, emprestará pelo seu maravilhoso contato, cores mais ou menos celestes... (Pág. 55)

228- É preciso fazer a imaginação admirar o que é verdadeiro, o belo, o bom! As santas e belas virtudes que espalham em torno de nós a paz, o suporte da existência, devem, freqüentemente, lhes serem mostradas como sendo dignos de seu entusiasmo. (Pág. 56)

229- Existe um modo de estudar, mesmo as ciências que elevam a alma, fazer de seu estudo uma ardente oração, dilatar seu coração, ao mesmo tempo que elas nos ensinam a bem pensar, e nos colocam numa mais completa possessão de nossas faculdades, sobretudo a razão. (Pág. 57)

230- A ciência não é indigna de Deus, caros Mestres. E para convencer vocês, leiam na Bíblia: “o Deus das ciências é Yavhé. É Ele quem dispõe os segredos saídos do pensamento humano” (Livro dos Juízes). (Pág. 57)

231- Parece quase inútil definir para vocês o coração! Melhor que ninguém, vocês sabem que ele é a faculdade de amar e, assim como o coração físico do nosso corpo é o centro da vida, da mesma forma, em nossa alma, a capacidade de amar ou o coração, é nosso maior poder! (Pág. 58)

232- O coração é aquele do qual Deus se mostrou o mais ciumento quando, do cume do Horeb, Ele ditava Suas Leis e aí o colocava no lugar de honra e anúncio: “Tu amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração” (Dt 6, 5). Quando fala como Pai, Ele pede também o coração: “Meu filho, dê-me o teu coração!” (Pv 23, 26) (Pág. 58)

233- É desse coração, objeto de alertas divinos, que vocês, Educadores, devem fazer a educação! É a jóia inestimável que vocês têm para trabalhar. Elevem seus pensamentos! A tarefa é grande! Purifiquem suas intenções, a tarefa é divina! (Pág. 58-59)

234- O coração do educando é como uma tela de espera, pronta a receber as imagens, e com as imagens, os sentimentos que aí depositaremos. (Pág. 59)

235- O coração da criança não é somente uma tela de espera, é também um vaso que podemos encher de imundícies, de ervas secas ou de vivificantes perfumes. (Pág. Pág. 59)

236- Na primeira infância, a educação se faz melhor por aquilo que toca os sentidos, do que por outro meio. (Pág. 59)

237- A bondade é qualquer coisa da qual é suave ser o objeto! (Pág. 59)

238- A bondade se manifesta por mil procedimentos que arrebatam o coração e tornam leve o fardo da vida. (Pág. 60)

239- A bondade tem para o aflito, consolações; para o fraco, um apoio; para as injustiças, uma desculpa; para o mérito novo, um alento amigo! Para todos os pesos, uma leveza; e para todo sofrimento, ao menos um olhar que diz: eu sofro! (Pág. 60)

240- Como a caridade, a bondade é adestrada, engenhosa, inventiva, podemos dizer! Como rainha das virtudes, ela é, essencialmente ativa. É preciso que ela se revele e que se expanda, tanto quanto seu olhar é sereno, suas palavras, cheias de unção, suas obras, simples ou heróicas, carregam um selo divino. (Pág. 60)

241- Os ouvidos da bondade têm a delicadeza que ouve os votos apenas formulados. Seus olhos sabem adivinhar os desejos e seu zelo consente-se logo em realizá-los, tanto quanto ele está em seu poder. Ela sabe afastar da timidez temerosa, um pedido penoso, da criança culpada, uma confissão da qual, faz nascer um desejo! (Pág. 60)

242- A bondade é sempre sem ostentação, sem orgulho. Sua divisa é: antes sofrer o mal que fazê-lo. Seu costume: “que sua mão esquerda ignore o que faz sua mão direita” (Mt 6, 3).(Pág. 60)

243- Como a amizade verdadeira, a bondade é fiel e conseqüentemente não gira sobre todas as praias do país da inconstância. Ela gosta de se instalar onde existe a dificuldade e o sofrimento. De sua voz, solidamente afetuosa, e se for preciso, doce como o morno respirar da aragem, ela retém e guia o espírito impetuoso, a pessoa desanimada. Na necessidade, se faz piloto da canoa que agita os ventos das paixões. (Pág. 60)

244- Quantos corações agitados tiveram o naufrágio evitado por um ato de bondade. Quantos clarões de esperança a bondade fez brilhar no meio de medonhas tempestades! Quantos raios consoladores ela fez luzir onde as trevas do desespero planavam! Quantos desalentos invencíveis a bondade fez cessar! É o mais feliz talismã! É mais poderoso que um cetro! Mais suave que o cinamomo. (Pág. 60-61)

245- A bondade, se censura os defeitos que vê, em seu coração, lamenta as vítimas. (Pág. 61)

246- A bondade, terna e misteriosa, amiga das pessoas, é como a amizade. (Pág. 61)

247- Aqui, num conselho, a bondade é uma viva luz; alí, num ato imprevisto, é um cordial fortificante. Um pouco mais longe, num encontro fortuito, ela é um dom da Providência para aqueles que tocam suavemente sua sombra. Ela previne ou espera, mas não se faz esperar, ou seria infeliz. (Pág. 61-62)

248- Curvando-se sobre o passado, possam os alunos dizer, sonhando com vocês, Mestres: “Bendito seja Deus que fez encontrar essa pessoa preciosa que, com os ensinamentos da ciência, me deu mil outros ensinamentos sobre a arte de me vencer e me fez amá-los por suas atenções delicadas, suas destrezas mais ternas e mais insinuantes que o orvalho. Vocês me consolavam em meus sofrimentos infantis ou refletiam em minhas resoluções difíceis, inspirando-me um sincero arrependimento. Vocês me levantavam de minhas quedas sem se cansar de me verem ainda falhar! E para me estender delicadamente a mão, era um dia, uma promessa, no dia seguinte uma pequena recompensa; ou ainda um olhar atencioso que eu compreendia o tato, a prudência, mas sempre o carinho infinito”. (Pág. 62-63)

249- Ensinem bem aos nossos pequenos alunos, os atos de bondade. À medida que eles crescerem, insistam sobre os princípios dessa moral tão desconhecida, que faz de corações encantadores, egoístas e pequenos tiranos... Quando sua adolescência se desabrochar, façam-nos compreender a enorme diferença que há entre um bom coração e um coração que tem necessidade de ser amado! Quantos adultos não sentem, eles mesmos, essa desigualdade! Daí, quantos erros seja por conta pessoal, seja pela educação das crianças que a Providência nos confia. (Pág. 63)

250- Para formar o coração de nossos alunos, repeti-lhes as bênçãos prometidas àqueles que respeitam os cabelos brancos, emprestam seus braços à enfermidade vacilante, e se alegram, somente sob o olhar de Deus, a multiplicar os atos de bondade. (Pág. 63)

251- Inspiram o respeito filial! Eu digo, o respeito! Casca cheirosa! Essa virtude protege uma seiva mais preciosa ainda: o carinho filial! É preciso o respeito e o carinho para que exista: piedade filial! E mais ainda: dedicação filial. (Pág. 63)

252- Pela experiência, no conjunto da vida, sabemos que um pouco menos de piedade e um pouco mais de bondade, produzem efeitos mais felizes que com menos bondade e um pouco mais de piedade. (Pág. 64)

253- Para trabalhar eficazmente a Educação de nossos alunos, é importante que vocês estudem a fim de conhecer e modificar quando necessário suas tendências. (Pág. 65)

254- As tendências, as necessidades, as aspirações que nos afastam da virtude entram nos desígnios de Deus para nossa salvação. São ruínas que o pecado original fez, mas ruínas reparáveis pela graça divina e Deus quer que elas sejam reparadas. É necessário repeti-lo a nossos alunos. (Pág. 65)

255- Digamos a nossos alunos que nossas tendências nos são dadas, como as velas são dadas ao marinheiro; quer dizer, para que nossa corrida seja mais fácil, a graça de Deus nos ajudando. Elas nos são dadas como o vapor é dado a essas massas enormes, inertes e que devem ser transportadas num longínquo que os olhos não medem. Elas nos são distribuídas para serem veículos poderosos que nos levam à santidade pela boa direção que nós lhe imprimiremos. (Pág. 66)

256- O vício é o abuso e o abuso não é o uso. (Pág. 67)

257- Dirigir as tendências é obra da razão para as coisas do tempo; da fé, para aquilo que concerne a eternidade. Freqüentemente a razão e a fé devem ajudar, dando-se as mãos, na direção de nossas paixões! (Pág. 69)

258- Diremos ainda, se cometi tal ou tal falta, se sou perdoável, tenho fortes ímpetos! Se bem compreendemos nossos raciocínios, sentiremos sem peso, que a desculpa não é também legítima como se censurássemos as velas de um navio, de não ter podido evitar o perigo (banco de areia)! Num navio, as velas se esticam, se desdobram e favorecem a ação do vento. O controle das velas e a responsabilidade de seu uso é do piloto! É em vão que gostaríamos de negá-lo visto que é ele quem ordena e que mantém as rédeas do leme, como é nossa razão e nossa fé que devem dirigir ao bem, ao maior bem de nossas paixões as mais vivas e as mais ousadas (temerárias). (Pág. 69)

259- Na alma humana, a missão da razão e da fé é de guiar as paixões e conduzi-las ao alvo, evitando os perigos, visando ao melhor. (Pág. 70)

260- Duas categorias distintas compõem as pessoas com grandes paixões: os infames que nelas se abandonam violentamente e os Santos que delas se desembaraçam! (Pág. 70)

261- Mostremos aos nossos alunos o quanto é, da boa educação e da virtude, agir de maneira tranqüila e até sacrificar a alegria caso ela possa magoar alguém. (Pág. 76)

262- Educamos a juventude para o futuro. E um dever de Educação é o de prevenir o mal, de opor as precauções aos perigos. (Pág. 80)

263- Coragem! Todos os Educadores brilharão no céu com um brilho que recairá sobre nós! E essas mentes que instruímos resplandecerão à sua maneira para a honra de Jesus Cristo, nosso Soberano Amor. (Pág. 84)

264- Educar é cultivar, exercer, desenvolver e polir todas as nobres faculdades físicas, intelectuais, morais e religiosas que constituem, no educando, a natureza e a dignidade humana. Educar com a força de sua integridade natural. (Pág. 85)

265- Educar é formar a pessoa e prepará-la para servir sua Pátria, seus semelhantes, nas diversas funções sociais a que ela será chamada um dia a desempenhar. Em um pensamento mais alto: é preparar a vida eterna, elevando a vida presente.
Tal é a obra e o fim da Educação! Tal é a santa missão dos Mestres... Tal é o dever das pessoas, que uma vocação superior, uma dedicação generosa, uma escolha honrosa, associam à solicitude paternal ou maternal. (Pág. 85)

266- A Educação é, pois, essencialmente ativa. (Pág. 85)

267- Desenvolver sem fortificar e amadurecer seria Educar de maneira vã, sem consistência em fruto e sem virtude. (Pág. 85)

268- Desenvolver sem fortificar, é mais freqüentemente aniquilar. Tal é o defeito profundo das educações prematuras. É também o perigo dos estudos multiplicados. (Pág. 85-86)

269- É preciso que a educação seja segura, séria e sincera, sem dureza mas também sem moleza. Certa austeridade suave e grave lhe convém e a fortifica. (Pág. 86)

270- A educação cristã é a reprodução dos mais belos milagres de Jesus Cristo. Seria muito dizer? Mas Ele mudou a água em vinho (Jó 2, 1-12); quer dizer, a fraqueza em força. Não temos nós que fazer a mesma coisa, quando temos, em relação a tantos jovens, a obrigação de “purificar e de enobrecer seus sentimentos, afirmar sua razão, de fortificar sua boa vontade, de clarear sua fé, de fortificar sua consciência, seu caráter e seu coração?” E, para isso, é-nos necessário as graças que somente a oração pode nos obter. (Pág. 87)

271- Se a cegueira nos priva da luz do sol, das belezas da natureza, da visão dos seres que amamos, da mão que nos cura e nos alimenta, nos acaricia, nos protege, que deplorável enfermidade é a cegueira que esconde das pessoas os atributos de Deus, nosso Mestre e nosso Pai. Esconde as belezas e os benefícios dos ensinamentos de Jesus Cristo, a riqueza e as consolações da oração e dos sacramentos da Nova Lei! (Pág. 87-88)

272- A cegueira que esconde das almas os atributos de Deus é tanto mais deplorável quando ela oculta a essas mesmas pessoas, o número e a feiúra de seus defeitos, de suas faltas e de seus erros. (Pág. 88)

273- Quantas graças são necessárias, e previamente Orações, para fazer compreender aos jovens, cheios de preocupações mundanas, que é preciso conhecer seus defeitos para corrigi-los, conhecer suas más tendências, para reformá-las, seus vícios, para sacrificá-los. É um trabalho essencial e é necessário vê-lo claro. (Pág. 88)

274- Pela educação cristã, “os surdos ouvem”! (Mt 11, 5) É um dom precioso o do ouvido, e sobretudo o ouvido espiritual. Mas a indiferença, a inconstância, certos defeitos, certos vícios, algumas vezes paralisam essa feliz faculdade, desde a infância. Será, pois, por nossos cuidados, caros Mestres, que a infância que nos é confiada, irá recuperá-la. (Pág. 89)

275- O ouvido, faculdade de escutar, acorda com as vibrações sonoras das grandes verdades que nós apresentaremos sempre aos nossos alunos, mostrando-lhes a bondade divina, pronta a acolher-nos no seio de Sua misericórdia. (Pág. 89)

276- O ouvido, faculdade de escutar para responder, ou como diz São Paulo: “Senhor, que quereis que eu faça?” ou como a Virgem santa: “Eis a Serva do Senhor, faça-se em mim segundo a vossa palavra!” (Lc 1, 38) ou como o Apóstolo das Nações: “nada me separará do amor de Jesus. Nada! Nem a vida, nem a morte, nem o frio, nem a fome, nem a nudez” (Rm 8, 35). (Pág. 89)

277- Que restituamos o ouvido espiritual, aos nossos alunos, se estamos na verdade e no essencial de nossa vocação. O ouvido para escutar, o ouvido para responder. (Pág. 89)

278- O ouvido é para fazer, não o que é grande, belo, atraente, mas “a vontade do Senhor”, sem a qual - é preciso, nela, colocar nossos jovens - nada há de bom, nada é santo. (Pág. 89)

279- Quando despertarmos o ouvido espiritual de nossos caros educandos, não se deve omitir em lhes dizer que eles devem permanecer atentos às três vozes das quais os ensinamentos nos são muito pessoais e íntimos: a voz do Confessor, a voz do dever e a voz das boas inspirações. (Pág. 89-90)

280- O Dever! Que mestre e que disciplinador. Que guia! Temos certeza de que ele nos leva sempre ao bem, à boa ordem, a Deus quando ele é realizado com fé. Pois seu caminho é aquele do céu. Os sulcos que ele traça, reta senda, é o sulco das eternas glórias. (Pág 90)

281- Acreditem, caros Educadores! Vocês muito terão feito por seus alunos, quando os tiverem persuadido desta convicção de São Francisco de Sales: “Um bom pensamento vale mais que o mundo inteiro. Existem inspirações que chamam aos sacrifícios e essas inspirações, mais do que outras, estão sujeitas a não voltarem. Existem pedidos que o Espírito Santo não reitera à pessoa que o recusa ou que o contesta, e que é uma delicadeza habitual ao Espírito Santo, que respeita a liberdade dos corações e não os força a nada”. (Pág. 90)

282- Na vida cristã, ver e ouvir Deus, é, para a alma, a renovação da vida espiritual. A alma reavivada pela fé, pela graça e seus ensinamentos, não tem mais necessidade de alimentar sua feliz existência. (Pág. 91)

283- A Oração é o segredo e o poder da educação: “Sem Mim, vós não podeis nada fazer”! (Jô 15, 5) (Pág. 92)

284- Mestres, amem os alunos com dignidade e firmeza, quer dizer, sem que eles possam jamais esperar que a afeição de vocês se degenere em fraqueza. Sem dúvida, é preciso a indulgência para as idades, a fraqueza, o caráter e os temperamentos. É preciso imitar Jesus Cristo, que não rejeitou nenhuma de nossas misérias, até o ponto de cumprir essa profecia de Isaías: “Ele tomou sobre si nossas dores, ele curou nossas chagas por suas feridas”(Is 53, 4). Mas é preciso que o amor proteja o respeito, assim como é preciso que o respeito proteja o amor. (Pág. 95)

285- Mestres, amem os alunos com dignidade, quer dizer, sem jamais mostrar-lhes que vocês desejam captar sua afeição, que desejam fixá-la unicamente sobre vocês. (Pág. 95)

286- Mestres, amem os alunos religiosamente, pois vocês são cristãos autênticos, o que nesse caso significa: dirijam sua confiança para a autoridade; dilatem a estima que eles têm por vocês e sobre todos os que trabalham no Colégio. (Pág. 95)

287- Mestres, amem os alunos suficientemente, para prevenir seus erros, evitando-lhes a ocasião de cometê-los. É dito dos bons Anjos: “eles impedirão que vossos pés não se firam nas pedras” (Sl 91, 12). É nosso dever, para com os alunos, quando os vemos numa ocasião perigosa. (Pág. 95)

288- Mestres, amem os alunos para ajudá-los a reparar suas faltas, e que eles encontrem, na afeição de vocês, o alívio das punições que vocês possam ser obrigados a lhes dar. (Pág. 95-96)

289- Mestres, amem nossos alunos mesmo que eles sejam displicentes, do jeito como o “Samaritano derramando sobre as feridas de seu doente, o vinho e o óleo” (Lc 10, 30-37), unindo a suavidade com a força e fazendo, generosamente, os procedimentos e os gastos necessários a uma completa cura. (Pág. 96)

290- Mestres, amem nossas alunos, como “a mulher do Evangelho amava sua dracma perdida” (Lc 15, 8-10), não pelo lugar que a moeda ocupava, mas por seu valor. A dracma de nossos educandos é divina, ela equivale ao sangue de um Deus! (Pág. 96)

291- Mestres, trabalhem o aperfeiçoamento moral dos alunos com todos os recursos que seu temperamento, seu caráter, suas inclinações, seu espírito e seu coração possam fornecer a vocês, pois, a nossa Missão é de fazer de cada aluno, pessoas fortes, cópias de Jesus Cristo, colunas da Igreja de Deus. (Pág. 97)

292- É necessário reconhecer que este grande meio da Educação, amar nossos alunos, deve ser: atencioso, mas justo; constante e desinteressado, respeitoso mesmo; generoso até à dedicação e tornar-se amável e acompanhar os alunos até às diferentes posições da vida e segui-los pela oração. (Pág. 98)

293- Que nossos alunos cheguem até vocês bem educados ou não; amáveis ou dignos de pena; de um caráter aberto ou fechado. Todos têm direito ao nosso atencioso amor. (Pág. 99)

294- Nosso amor deve ser atencioso, porque nossa vocação junto à infância e à juventude deve ser a imitação do amor que Jesus Cristo teve por nós, e sabemos, pela fé, e pelas alegrias da experiência “que Ele nos amou por primeiro”! (1Jo 4, 19) (Pág. 99)

295- O respeito não sofrerá, se o tato prudente e certa dignidade acompanharem nossos atos de delicadeza, atenção e disponibilidade. A confiança, aí, será ganho certo, e a educação terá se tornado mais fácil. (Pág. 99)

296- É preciso que nosso amor seja justo ou para melhor dizer, prudente. Que possamos dar diferentes testemunhos, segundo o que cada aluno mereça e não segundo uma vaga idéia de contentamento, de vã afeição, de simpatia natural, ou de esperança no retorno de nossas ternuras. (Pág. 99)

297- Os Educadores, sobretudo as Religiosas, devem ter certa elevação da alma, dos pensamentos, dos sentimentos, e por pouco que tenhamos dessa elevação, sejamos justos! É preciso sermos dotados mesmo que a pequenas doses, dessa retidão de alma que se compraz no bem de todos. (Pág. 100)

298- O amor constante, o amor indulgente, não é a fraqueza. É certo que exista um limite onde a bondade ceda às punições. É preciso que nosso amor seja desinteressado. (Pág. 100)

299- É preciso que nosso amor seja respeitoso. Nós experimentaremos, naturalmente esse sentimento se olharmos uma criança com olhos perspicazes. Um importante personagem disse: “É a esperança da família e da sociedade; é o gênero humano que renasce; é a pátria que se perpetua; é como a renovação da humanidade em sua flor; é uma amável criatura cuja simplicidade ingênua e cuja simplicidade confiante ganham a afeição e fazem nascer os presságios de um suave, um doce futuro”. (Pág. 101)

300- Devemos estabelecer que nosso amor deva ser generoso. Quem diz generosidade diz a virtude de uma bela alma que se doa largamente, muito mais que ela pode. Isso é justiça. Em certos casos, é dever. Dever e justiça! É água que, apesar de mais bela que venha a ser, se faz muito mais rara. Mas, dever e justiça são obrigações rigorosas para uma consciência reta e que não quer se deixar calar. (Pág. 101-102)

301- A dedicação é o grande método da Educação! Por quê? Porque do mesmo modo que o gênio da instrução cria métodos, assim também a dedicação sabe demonstrar, em tudo, que ela é amor. (Pág. 102)

302- A dedicação tem mil engenhosos segredos de trabalhar a educação. (Pág. 102)

303- A dedicação é a inspiradora que sabe encontrar mil maneiras de colocar os meios em atividade. Ela é tão ágil quanto ativa. Captura ou faz nascer as ocasiões de reconhecer, aqui, os direitos da razão, em outra parte, os princípios do bom senso, do bom gosto. Hoje ela faz ceder a paixão ao Espírito de Jesus Cristo, logo ela fará provar uma advertência dando-lhe a resolução (propósito, motivo, fim) e com amizade. (Pág. 102)

304- A dedicação é sempre hábil em dirigir o coração em direção aos belos lados da alma humana. Nada é poupado! Ela é generosa por natureza. Ela é forte e perseverante e infatigável com satisfação. (Pág. 102)

305- A dedicação sabe se sacrificar, se imolar, pela necessidade. Ela não teme as altas preocupações. Dá valor aos mais humildes, se entrega, alternadamente, às solicitudes da vigilância, aos cuidados minuciosos que os mais jovens alunos exigem. Convence pela amizade e promessas, as crianças de uma idade ou de uma inteligência ainda tenras. Para as mais avançadas, ela cuida da escolha das leituras, vigia a direção das conversações; em toda ocasião convence que é preciso que o jovem tenha critérios em relação aos perigos do mundo. (Pág. 102-103)

306- A dedicação aproveita toda a ocasião, estuda os caracteres, se “faz tudo a todos” (1Co 9, 22). Quanto mais a dedicação é amigável, piedosa e esclarecida, mais ela atinge seu objetivo, nobre fim dos Santos Anjos: “Formar Jesus Cristo nos corações” porque Jesus Cristo é o Rei dos corações! “Dirigir todas as faculdades, em direção ao amor do bem, em direção à felicidade, elevando-os da terra, de suas paixões, deles mesmos, em direção ao Senhor, para a sociedade”! (Pág. 103)

307- Ganhando-se a confiança pela caridade e amabilidade, é preciso que sejamos amáveis, atenciosos e não afetados. Que sejamos condescendentes e não fracos. Gentis e não frágeis em nossas afeições, pois a amabilidade é uma virtude que reveste os principais traços de toda verdadeira virtude: a nobreza, a magnanimidade, a coragem se é preciso, a elevação do coração e favorece, no lugar de atenuar, a constância e a energia da vontade. (Pág. 103)

308- Se para realizar a obra da Educação, nós devemos conhecer nossos alunos, como um horticultor deve conhecer o terreno que ele cultiva, é também igualmente importante que ensinemos aos nossos alunos a conhecerem a si mesmos. (Pág. 113)

309- Nossa dignidade natural consiste no pensamento, na reflexão, propriamente dita, na faculdade de saber o que experimentamos, com o que preferimos. Se aí está o privilégio exclusivo de nossa natureza, e o que nos faz realmente pessoa humana, o primeiro objeto da educação é, incontestavelmente, desenvolver essa faculdade, por exercícios expressos (claros, positivos) e contínuos. (Pág. 113)

310- É preciso dizer, também aos nossos alunos, que o conhecimento de si é o mais precioso tesouro da inteligência; e, conseqüentemente, também deve ser o primeiro objeto da educação. (Pág. 113)

311- É preciso conhecer cada um de nossos alunos. Conhecer sua alma, não somente sua origem, seus destinos. É preciso conhecer suas faculdades, suas boas tendências para cultivá-las; suas más tendências, para desenraizá-las. É preciso conhecer seu espírito, seu temperamento, suas aptidões, que escondem (digamos melhor), que dissimulam, freqüentemente, o ardor da infância e da juventude. (Pág. 114)

312- Devemos fazer com que cada um de nossos alunos descubra o bem que há neles. (Pág. 116)

313- Quando algumas felizes naturezas não apresentam nada de relevante em suas vidas de alunos, façamos nascer uma ocasião onde poderão julgar, com vocês, se a exatidão delas, por exemplo, é o efeito do amor do dever ou é a conseqüência da pouca dificuldade que aí eles encontram. Se a igualdade de humor vem de tudo o que lhes sorri ou de um começo do domínio sobre eles mesmos, se sua cortesia, sua polidez é o fruto de certa política ou de recomendações repetidas, diariamente, pela família ou o resultado do respeito; se o estímulo é a conseqüência do desejo, do orgulho ou o único sentimento de honra, ou do reconhecimento, ou do prazer de Deus, a quem é preciso conduzir as almas. (Pág. 116)

314- De todos os motivos humanos que podem impulsionar a Educação, quer dizer, de todos os meios capazes de impulsionar a pessoa ao mais poderoso progresso, aquele que resume todos, é o do conhecimento, o estudo de si mesmo. (Pág. 116)

315- O Mestre, que quer auxiliar o aluno em seus progressos, só pode prestar-lhe um socorro eficaz quando, a cada dia, conhecer esse aluno a fundo e se der conta de tudo o que faz esse aluno para atingir seu objetivo num trabalho determinado. (Pág. 116-117)

316- Para bem cumprir nossa Missão de Mestres/Educadores é preciso não nos contentarmos que o aluno se aplique e faça esforços perseverantes, mas que ele saiba analisar e se dê conta exata, precisa, das operações de seu espírito diante de cada resultado, a fim de julgá-lo, modificá-lo, se for preciso, e de usá-lo em novas preocupações. (Pág. 117)

317- As lições da experiência têm um valor que não se substitui. Ganha-se muito pela ciência, quando se ensina onde se pesca, estando no entanto munido de boa vontade. (Pág. 119)

318- A pessoa não deve somente saber o que faz ou aquilo que pode fazer. Ela deve saber, antes de tudo, aquilo que deve fazer e aquilo para o qual tem habilidade. (Pág. 119)

319- Temos que provar que o estudo de si é o meio de fazer as virtudes passarem da memória ao coração e do coração aos atos, às atitudes. (Pág. 120)

320- Não é suficiente que o aluno seja instruído sobre os motivos que devem motivá-lo. É preciso que ele os aceite. (Pág. 120)

321- Navega-se alegremente quando a responsabilidade é o barco, a fé é o remo e se tem o olhar fixo na eternidade. (Pág. 121)

322- Se o Educador, como é sua obrigação, ajudar o jovem a vir a ser alguém sério, refletido, precisará empregar, ele mesmo, os meios gerais, necessários a todo sucesso. Saber o que o educando faz o que ele quer fazer, o que ele deve fazer. (Pág. 121)

323- O Educador não alcançará nenhum objetivo se não se der conta de suas ações, e não as organizar para chegar da multiplicidade de seus atos à unidade do objetivo que é o de educar, fazer crescer, fortificar, alargar as faculdades intelectuais de seus alunos. (Pág. 121)

324- Se o Mestre não vir claramente o que quer fazer, de uma parte, ele não estudou sua vocação; de outra, não atingirá nunca um objetivo útil. (Pág. 121)

325- Se o Educador esquece o que deve fazer, ele é infiel à sua missão e responsável diante de Deus, diante das pessoas e diante de sua consciência. (Pág. 121)

326- Se esclarecido de seus deveres pelas leis eternas sobre os meios de ação, pelas luzes que os alunos fornecem, o Mestre regula (modera), em conseqüência, cada uma de suas palavras, cada uma de suas medidas. Se ele estuda todos os movimentos de sua vontade, de seu espírito, de sua voz, para conhecer sua propensão, dirigi-la e dominá-la. Se ele não teme corrigir as faltas de seus alunos, ou antes, se ele sabe ver aí os indícios de novos progressos a obter deles fazendo pessoalmente novos esforços, ele terá a felicidade de ver ressuscitar à vida intelectual, os espíritos que ele havia acreditado nascidos mortos ou mortos à esperança. (Pág. 121-122)

327- A disciplina é o conjunto dessas três excelentes protetoras da vida: autoridade, vigilância e retidão. (Pág. 123)

328- A disciplina é a tríplice influência da autoridade, essa coisa santa que torna Deus visível sobre a terra; da vigilância que previne tantos males; e da retidão que faz valer o tempo. (Pág. 123)

329- A disciplina clássica é aquela que é feita para os alunos, seguindo o espírito e o fim de seu Instituto, mas sempre para o bem da querida juventude. (Pág. 123)

330- Infância, adolescência, juventude. Palavras engraçadas que descrevem a idade graciosa onde tudo é ingenuidade, ilusão, entusiasmo, ardor, generosidade, dedicação... mas também onde tudo isso ainda está em estado latente. (Pág. 124)

331- A disciplina deve presidir todas as circunstâncias que podem prever o detalhe de um dia, de uma semana, de um mês, de um ano letivo. (Pág. 124)

332- Sem uma disciplina regular, a autoridade, os regulamentos, os costumes estabelecidos para a boa ordem, os deveres essenciais para com os Professores, caem rapidamente em certo desprezo, presságio muito certo da decadência de um Estabelecimento de Ensino. (Pág. 124)

333- O grande trabalho com a juventude é o de se dispor a realizar dignamente os desígnios da Providência. Para isso, é preciso ter uma alma fortemente embebida de coragem e de energia, mas também flexível e dócil à voz da consciência, da honra, do mais simples dever. É preciso ter uma alma despojada da pequenez da vaidade, de toda dependência. Uma alma que não se cansa da constância, da abnegação e que sabe deixar o prazer para se doar, se consumir. (Pág. 124)

334- A disciplina é a regra sem a qual nenhuma Instituição tem força e durabilidade. (Pág. 125)

335- Cabe ao Mestre estudar a origem deste desgosto da ordem moral: a desobediência. Assim poderá levar até o aluno o remédio adequado. É preciso dar esse remédio com compaixão, pois o mal é um efeito da ilusão, da idade, como de outras causas adicionais. (Pág. 125)

336- Expliquem bem que, os alunos que souberam obedecer docilmente à disciplina, serão, mais tarde, pessoas muito estimadas, sérias, fortes, perseverantes, conscienciosas e seguras. (Pág. 125)

337- É bem verdade que as concessões, as particularidades, são a ruína da disciplina. (Pág. 128)

338- Como fazer reinar a disciplina? Pelo rigor da unidade, pela precisão do rigor, pela obediência aos regulamentos sem a qual os alunos perdem infalivelmente o espírito. (Pág. 128)

339- Quando a disciplina reina, ela é, ao mesmo tempo, salvaguarda e protetora das Instituições, como o diz Monsenhor Dupanloup: “O tempo se emprega. O trabalho é amado. Os alunos são educados... há educação sólida. Os Estabelecimentos prosperam. Os Professores são estimados. Todos são felizes”. (Pág. 128)

340- Jó, esse grande experimentador da vida, olhava o trabalho como uma lei sábia, sem exceção, porque ela é baseada nas relações e necessidades de nossa natureza. (Pág. 130)

341- A Educação deve ensinar o amor ao trabalho. Trabalho do pensamento e da palavra pelo estudo. (Pág. 130)

342- Repitam aos alunos: é o trabalho que salvagarda o mundo, que o aprimora e o ornamenta. (Pág. 130)

343- No indivíduo, a falta de trabalho é uma ruína. Nos campos, é a miséria. Nas famílias, é o reino dos vícios. Nos povos, é a época das calamidades. (Pág. 131)

344- O trabalho, grande e santa lei, se exerce sobre o espírito cuja essência é a atividade, da qual a verdade é sua necessidade. (Pág. 131)

345- O trabalho exerce sua alta e prazerosa lei sobre o coração, fazendo-o amar o bem, dirigindo, em direção a Deus, a chama que sai dessa moradia, atiçando essa chama quando ela sobe até Deus, apagando-a se ela se apodera de coisas indignas dela, santificando-se sem cessar a cada dia mais. (Pág. 131)

346- Existe, na inteligência e nas mãos, um tesouro escondido que vem do céu. E esse tesouro é descoberto pelo amoroso hábito de um trabalho submetido à boa ordem, feito com força, suportado com resignação. (Pág. 133)

347- Repitamos bem aos nossos alunos que, sendo o trabalho um imperioso dever ao qual a pessoa deve obedecer, sob pena de degradação e do infortúnio moral, a ele devemos nos submeter não de modo forçado, com resignação como o é a de um escravo ou de uma ignorante, mas, é preciso aceitá-lo com a resolução do coração viril e cristão, respondendo aos desígnios do Senhor em qualquer posição que estejamos. (Pág. 133)

348- Repitam aos alunos: o entusiasmo tem, geralmente, curta duração e o sucesso, nas lutas da vida, quer que nos desdobremos de enérgicos e constantes esforços. (Pág. 134)

349- O tempo da juventude passa como uma flor e nada é mais precioso quanto o tempo. Para santificá-lo, Deus concedeu duas coisas santas à criatura inteligente: a oração e o trabalho. (Pág. 134)

350- A Educação, a que judiciosamente (sensatamente) é chamada o sacerdócio da família e de seus auxiliares, é um ato múltiplo, tendo por objetivo disciplinar todas as faculdades da alma a fim de que cada um possa produzir sua fértil colheita. (Pág. 135)

351- Não se trata somente de despertar a mente dos alunos, de faze-los conhecer as belezas e riquezas da natureza humana. É a natureza inteira, isto é, a alma e o corpo que é preciso formar a fim de que um e outro possam produzir tudo o que eles podem dar. (Pág. 135)

352- Na criatura humana, Deus começou dando forças e aptidões. à família confiou os talentos recebidos. Cabe a vocês, Educadores, serem os continuadores destes dois mais preciosos poderes que cuidam da criança: Deus e a família. (Pág. 135)

353- A criatura humana é muito grande. A fé nos faz considerar a pessoa muito elevada para que nós demarquemos suas vidas aos limites estreitos da terra e do tempo. Tudo o que termina, tudo o que se perde com a morte, ciência, talentos, celebridade nas Artes, nada disso não saberá ser o fim último de uma inteligência criada à imagem Deus, imortal como Ele e destinada a reinar em Seu palácio eterno. É por isso que não existe Educação bem feita a não ser aquela onde Deus tem sua parte. (Pág. 136)

354- É preciso premunir os alunos contra duas terríveis ilusões que os esperam no mundo: a que se refere ao respeito humano e a que se refere ao escândalo. (Pág. 137)

355- Que os Santos Anjos protejam nossos alunos. Os Anjos não deixarão de cumprir seu mandato se vocês, Mestres, forem zelosos e perseverantes em ensinar aos alunos os grandes princípios do cristianismo. (Pág. 139)

356- Deus é o Mestre de nossa vida, para todos e para cada um. Ele tem o incontestável direito de fazer de nós aquilo que Lhe dá prazer e Seu coração de Pai olha com amor a pessoa submissa e resignada. (Pág. 140)

357- A piedade é a ternura na fé, a suavidade na esperança, a doçura no amor, a consolação no sofrimento, o encanto na oração, o conforto no trabalho e o verdadeiro repouso na luta incessante do cristão. (Pág. 141-142)

358- A piedade deve encher nosso coração, animar nossa conduta, derramar-se sobre os que nos rodeiam e sobre nossos alunos, sobretudo, por todas as nossas ações, emanar de todas as nossas palavras. (Pág. 142)

359- Assim como a violeta espalha seu perfume, nós devemos espalhar a piedade. (Pág. 142)

360- Se o Espírito de Sabedoria, de Inteligência, de Ciência, reinam em nós, compreenderemos essas leis da graça e nossos trabalhos serão uma semente que produzirá cem por um. (Pág. 143)

361- Ensinem aos alunos invocarem seu Santo Anjo da Guarda em toda ocasião; a colocar Deus em tudo aquilo que lhes interessa: suas alegrias como suas dores. (Pág. 144)

362- A dedicação é o Amor com seus frutos. É o esquecimento de si até ao sacrifício. É a Generosidade até a renúncia de tudo aquilo que não é Deus: honrarias e prazer. É a imolação para a Glória de Deus. (Pág. 147)

363- A Dedicação é uma ordem dada, sob uma forma austera, a fim de nos fazer sentir sua importância maior e imperiosa sob o benefício da Eternidade, pois a dedicação é a verdadeira vida do cristão. (Pág. 147)

364- A Dedicação é especialmente um meio de sucesso, isto é, o grande método da educação. (Pág. 148)

365- Da mesma forma que a Dedicação cria os métodos, ela sabe encontrar mil engenhosos segredos de trabalhar para a educação. (Pág. 148)

366- A Dedicação é inspiradora. Ela encontra mil maneiras de colocar os meios em atividade. Ela é tanto sagaz como ativa. (Pág.148)

367- Nada é poupado pela Dedicação. Ela é generosa, forte, compassiva. (Pág. 149)

368- Nada cresce e multiplica tanto as aptidões quanto a dedicação. Ela nos confia alternadamente às solicitudes da vigilância e aos diversos cuidados que as crianças exigem. (Pág. 149)

369- Os três degraus da Dedicação face ao Dever de Educar são: esquecimento de si mesmo, o sacrifício de si e doar-se sem outra reserva que a impossibilidade. (Pág. 149)

370- A assiduidade e a vigilância de um bom Educador não acaba nunca, nem de dia e nem à noite. (Pág. 150)

371- A Dedicação deve ser nossa bandeira, pois a bandeira é o guia dos combatentes; é sempre ela que conduz à vitória. (Pág. 151)

372- Nem o vôo da andorinha planando no espaço, nem o da águia altiva cortando a nuvem, nada é mais livre que o pensamento. (Pág. 156)

373- O lírio cresce no meio dos espinheiros; a virtude, no meio das dificuldades. Pelo procedimento da Ciência, a luz se desprende com abundância dos negros combustíveis pensantes, massas informes tiradas das entranhas da terra. (Pág. 157)

374- O caráter é a fisionomia da alma. (Pág. 158)

375- O caráter é o reflexo de nossas paixões ou o perfume de nossas qualidades. (Pág. 158)

376- Não podemos modificar o caráter sem operar sobre a pessoa uma séria influência. (Pág. 158)

377- A formação do caráter produz bom espírito e bom coração... dois bens apreciáveis neles mesmos e em suas conseqüências; dois preciosos tesouros que gostamos de encontrar em qualquer praia em que nos fixamos e que o próximo gosta de encontrar em nós. (Pág. 159)

378- O bom espírito sabe aliar o dever e a firmeza no dever às condescendências. (Pág. 159)

379- Os julgamentos das pessoas são variados, mas num bom coração, são unânimes à estima e todos afirmam que é um bem mais vantajoso que o ouro. (Pág. 160)

380- Um bom coração... tudo o que se refere ao próximo não lhe é estranho. Ele vai ao encontro daqueles que sofrem a fim de aliviá-los segundo suas capacidades. (Pág. 160)

381- O orgulho e a cólera não combinam em nada com a amenidade que deve ser o distintivo preferido de um jovem. (Pág. 165)

382- Assim como se pode enxertar uma magnífica planta numa árvore silvestre, pode-se melhorar o pior dos caracteres. (Pág. 166)

383- Antes de formar a pessoa espiritual, é preciso ensinar a criatura humana a conhecer e a seguir as leis primordiais da razão e do bom senso. (Pág. 169)

384- Com a firmeza, triunfa-se do medo das desgraças, da dor e da morte. (Pág. 173)

385- Como o rochedo, no meio do oceano e batido pelas ondas, é sempre majestoso e calmo, assim permanece a firmeza na pessoa, nobre dominadora da esperança, do prazer real, da fortuna, da Glória. (Pág. 173)

386- A Firmeza é o atributo do caráter rico, da nobreza e da razão. (Pág. 173)

387- É precisamente porque a Firmeza é racional, e mesmo a honra da razão, que ela difere essencialmente da teimosia, defeito da pessoa rude que não examina nada, que não se dá conta de nada. (Pág. 173)

388- Enquanto a pessoa firme rema com vigor contra os ventos que a afastariam de seu objetivo, que é sempre Deus, ou o Estado de seu Dever, o teimoso toma por Lei, por sua Lei, sua própria opinião. (Pág. 173)

389- É do orgulho que vem a teimosia, enquanto que pela sabedoria se é firme. (Pág. 173)

390- A coragem é a força da alma, pela qual se é elevado acima das aflições, das visões e das verdadeiras dificuldades. (Pág. 173)

391- A coragem não considera jamais as dificuldades para se enfraquecer e não vê nunca os obstáculos mentirosos que a pusilanimidade encontra. (Pág. 173)

392- A cada passo, a Coragem raciocina os meios de vencer aquilo que é verdadeiramente obstáculo. (Pág. 173)

393- A Coragem é uma empreendedora vigorosa, algumas vezes, heróica. (Pág. 173)

394- A Coragem sabe comandar no risco e ficar calma no maior perigo. Bem mais, ela sabe obedecer até à morte, se for preciso. (Pág. 173)

395- A verdadeira coragem se distingue da temeridade que se impõe, ou sem motivo, ou sem julgamento. (Pág. 173)

396- A Coragem vê o perigo para encontrar, na sua gravidade, o motivo de uma maior energia. (Pág. 174)

397- A Coragem vê mais o perigo geral que o seu próprio. Ela age esquecendo-se de si mesma. (Pág. 174)

398- No campo de batalha, nos casos extraordinários, a coragem faz os heróis. No Cristianismo, faz os Santos. (Pág. 174)

399- Vencer-se a si mesmo é a mais admirável e a mais útil de todas as coragens. (Pág. 174)

400- Digam aos alunos, no tempo oportuno, que a coragem produz a dedicação... e a dedicação é necessária a todo ser humano. (Pág. 174)

401- A vida é fecunda em misérias, em dores. Misérias profundas, dores atrozes, reveses medonhos. É preciso muita coragem para ser cristão num meio sem fé e ainda mais, para ser cristão sincero. (Pág. 174)

402- É preciso coragem, coragem perseverante, para continuar uma boa obra espinhosa e que nos traz aborrecimentos e sarcasmos. Mas, feita a vontade de Deus, eis a Bússola da Coragem com sua alavanca. (Pág. 174)

403- Eis o terreno mais sólido, a base mais firme da educação: a Instrução Religiosa. (Pág. 175)

404- O Catecismo é o Código do Cristão, o Mapa dos Caminhos a tomar para se chegar ao Mar deste mundo, às praias do Céu. (Pág. 175)

405- O Catecismo é pergaminho onde são lidos nossos títulos de nobreza, nossos direitos à Herança Eterna. (Pág. 175)

406- O Catecismo é a Ciência dos bons costumes. (Pág. 175)

407- O Catecismo é a compilação de nossos privilégios e de nossas imunidades. (Pág. 175)

408- O Catecismo é, à Luz da Verdade, o Condutor dos Costumes. (Pág. 175)

409- O Catecismo é o alimento da juventude e os atrativos da velhice. Suas lições dão brilho (ostentação) na prosperidade e consolação na adversidade. (Pág. 175)

410- O Catecismo é o Livro mais elementar da Religião. No entanto, é aquele que dá, às crianças, os princípios mais fecundos, as idéias certas, fortes e sãs. (Pág. 175)

411- A Instrução Religiosa interessa à criatura racional, razoável e se torna uma obrigação de primeira ordem para todas as pessoas dedicadas a educar a Infância. (Pág. 176)

412- A Instrução Religiosa é uma obrigação mais rigorosa e mais santa para todas as pessoas recrutadas pela Igreja na milícia Apostólica e a quem essa Mãe Igreja, incomparável, repete o que Jesus disse: “Ide ensinar”. (Pág. 176)

413- Cabe a nós, Educadores, sermos os primeiros Pregadores e os verdadeiros Apóstolos para nossos alunos, e lhes dar o leite da Santa Doutrina que, segundo a palavra de um grande homem, é também o Pão da idade madura e o Vinho dos idosos. (Pág. 176)

414- Saibamos entusiasmar nossos alunos para a Instrução Religiosa de tal forma que, no futuro, as leituras espirituais sejam o atrativo de seus espíritos e que eles possam ser, eles mesmos, almas ardentes e também lâmpadas ardentes e luminosas. (Pág. 180)

415- A Graça de Deus serve-se de bem pouco para atingir um coração e, como Deus e a Santa Igreja, nós devemos procurar atingir as Famílias através de seus filhos. É a feliz contagiação, a santa contagiação do bem que devemos procurar para atrair, em tudo, o fogo da caridade e produzir o maior bem possível. (Pág. 188)

416- Sabemos que um Princípio (Elemento, máxima, preceito, regra) é uma verdade que uma consciência sã, reta e pura, olha como uma regra invariável, traçada pela Lei natural ou pela honra. Seria o mesmo que o rio voltando à sua nascente. (Pág. 189)

417- A juventude é a aurora da vida e o começo da mais longa existência da qual foi escrito: o homem seguirá, na sua velhice, os caminhos que ele trilhou na sua adolescência. (Pág. 190)

418- Os Princípios da Moral se infiltram no coração, se insinuam na vontade e passam, enfim, para o comportamento, para a conduta. (Pág. 192)

419- A seriedade do caráter não altera a alegria do coração. (Pág. 197)

420- Uma educação esmerada modifica vantajosamente nossos defeitos. (Pág. 197)

421- Cultivar a inteligência e a razão é um dever para neutralizar e para destruir a leviandade, a frivolidade. (Pág. 198)

422- É um fato: a criatura humana é, antes de tudo, uma inteligência cujo pensamento é um ato incessante. (Pág. 198)

423- Uma pessoa de bom senso é amiga do silêncio... e esse silêncio é a resposta de nosso pensamento. (Pág. 200)

424- A educação é uma obra de reabilitação para a alma e as virtudes são o adorno dessa alma. (Pág. 201)

425- As virtudes intelectuais são os frutos da residência do Espírito Santo nos corações e dons desse mesmo Espírito na Confirmação. (Pág. 201)

426- As virtudes morais regulam nossos costumes sob o comando da razão e da consciência. (Pág. 204)

427- A grande obra da Educação, e especialmente da educação cristã, é, essencialmente, um trabalho de correção, pois, por mais que sejam habitáveis, nossos corações são cobertos de espinheiros e espinhos de mil defeitos e mil imperfeições. (Pág. 207)

428- A vaidade arruína as qualidades sólidas, destrói as amáveis, apaga os Princípios sérios, diminui as inteligências e afasta toda nobreza dos pensamentos. (Pág. 210)

429- Todo defeito é uma disformidade de nossa alma que pode ser reerguida e nos fornecer recursos para a aquisição da virtude que lhe é oposta. (Pág. 218)

430- O elogio oportuno é semente de boas ações. (Pág. 218)

431- É preciso, nos erros de nossos alunos, estender-lhes uma mão amiga, armá-los novamente para o combate, rezar com eles e por eles, como resultado de sua melhora, e tornar seu trabalho mais fácil através de algumas palavras de elogio. (Pág. 218)

432- Para advertir, é preciso, antes de tudo, o sentimento da compaixão. (Pág. 219)

433- Para advertir é preciso ter a discrição para o tempo, para o lugar, para a maneira de fazê-lo. (Pág. 219)

434- Devemos agir com condescendência e afeição para com aquele que é culpado. (Pág. 219)

435- A correção deve ser um remédio. É sem dúvida por isso que o Espírito Santo dizia: “As feridas que faz aquele que ama valem mais que os carinhos enganosos daquele que trai” (Prov 5, 6). (pág. 220)

436- A correção deve ser rara e preparada pelo conselho, pela advertência. (Pág. 220)

437- Ao fazer uma advertência, veja se ela é executável, se está de acordo com a idade e com as situações do aluno. (Pág. 220)

438- Ao vinho da repreensão ou da correção devemos misturar o óleo da bondade. (Pág. 223b)

439- Felicidade!... curta expressão que designa uma alegria pura, deliciosa, um prazer inefável, um contentamento perfeito. (Pág. 223c)

440- Repitamos a nossos caros alunos: Fazer o bem é tão suave! O Bem realizado é um grande dom. (Pág. 225)

441- O Bem, como todas as outras virtudes, emana do Coração de Jesus, todo cheio de misericórdia. Mas poucas pessoas o possuem porque poucos se põem a trabalhar para obtê-lo. (Pág. 225)

442- A vigilância, para nós, é uma obrigação. Devemos vigiar assim como devemos velar pela Fé, quer dizer, pelos grandes princípios da Fé e pelo Espírito de Fé; pelo coração, com ternura, como o Pastor cuida de suas ovelhas; pela caridade divina, como Deus vela sobre todas as nossas necessidades, com Seu olhar paternal. (Pág. 229)

443- Basta ser cristão para se ter o direito de impedir um ato mau. Basta amar seu Colégio para advertir sobre os abusos que neles são introduzidos. (Pág. 233)

444- A afabilidade faz aceitar as advertências. (Pág. 233)

445- Com a Paciência e a Perseverança vindas em nosso auxílio, podemos iniciar nossos alunos na prática dos sacrifícios... sacrifícios do humor, da vontade etc. (Pág. 234)

446- Velando e vigiando, tomem cuidado para não agir com os alunos com espírito de preconceito. (Pág. 234)

447- O preconceito é uma coisa terrível. Ele deixa inculto os corações e as obras que devem produzir o cêntuplo, isto, quando não os paralisa. (Pág. 234)

448- O preconceito anula o zelo dos Educadores. (Pág. 234)

449- Com o preconceito, a fonte da confiança seca. (Pág. 234)

450- É preciso que os alunos tenham muita confiança nos Mestres a fim de que estes possam lhes fazer o bem. (Pág. 234)

451- Velem sobre os alunos como o Capitão vela sobre o navio que, carregado de riquezas, entra a plena vela no oceano. (Pág. 234)

452- A suavidade (doçura, benignidade) é a irmã inseparável da humildade e da caridade. (Pág. 235)

453- A suavidade é certa moderação da alma, certa calma que participa da bondade e do domínio sobre si mesmo. (Pág. 235)

454- É preciso muito mais bondade que o domínio sobre sua vontade e seus sentidos, para praticar a benignidade que é a ausência da aspereza e da amargura. (Pág. 235)

455- A benignidade cristã é suave, tem unção, é qualquer coisa como o óleo e o mel. (Pág. 235)

456- A benignidade exige a mais severa vigilância, o domínio supremo das mais violentas emoções, a tranqüilidade, quando tudo em nós fervilha e palpita. (Pág. 235)

457- É preciso ter calma diante dos alunos tumultuosos de movimentos, de ímpetos. (Pág. 237)

458- É preciso muita calma na fisionomia, na atitude, nos movimentos, no procedimento, diante dessa juventude que é preciso acalmar. (Pág. 237)

459- É preciso muita calma, suavidade, bondade, para dar aos alunos, os conselhos e corrigi-los se for necessário. (Pág. 237)

460- As palavras da benignidade compassiva consolam melhor que qualquer outra coisa. (Pág. 237)

461- A bondade ganha os corações. Mas, creiam... somente os corações retos. (Pág. 237)

462- Nem a Instrução nem a Educação, podem se realizar de modo são e santamente, sem firmeza, sem perseverença. (Pág. 239-240)

463- A Instrução é uma tarefa séria, graduada, que não recebe interrupção a não ser com dano da parte dos Mestres. É preciso que o Arco da Firmeza esteja sempre esticado para provocar a preguiça, impedir as lacunas, remediar a falta de disposição dos alunos, por mil pequenos meios, efeitos de uma firme dedicação. (Pág. 240)

464- Quando se trata da educação, a firmeza perseverante é bem mais necessária, sem pena de estragar sua obra toda inteira. (Pág. 240)

465- Como implantar, em um jovem, o amor ao dever, ao trabalho, à simplicidade, o amor à verdade, à polidez para com todos, sem a firmeza perseverante? (Pág. 240)

466- A educação, e principalmente a educação cristã, é essencialmente a obra da firmeza. (Pág. 240)

467- É preciso a firmeza nas resoluções e nas promessas, e a benignidade (doçura) nos meios para executá-las. Firmeza sem rudeza, dor sem fraqueza nem indolência. É preciso, pois, uma superabundância de graças, que só o Coração de Maria pode nos obter tão largamente quando temos necessidade e que só o Coração de Jesus pode nos dar. (Pág. 240)

468- A polidez é uma virtude social que deve ter, entre nós e nossos alunos, a caridade por base. (Pág. 241)

469- A polidez é uma virtude que vem da justiça. (Pág. 241)

470- A polidez é a colocação, em prática constante, afável, de todos os costumes civis que a Religião não prescreve. É uma virtude que poderia ainda se nomear o respeito de si e dos outros. (Pág. 241)

471- A polidez é uma virtude que dá a mão à Modéstia e à Caridade, e que, à sua passagem, deixa um tão suave perfume moral que um pensador disse: “A flor da humanidade é a polidez. Quem não é muito polido não é muito humano”. (Pág. 241)

472- É preciso honrar, respeitar cada pessoa segundo sua posição. (Pág. 244)

473- A honra e o respeito para com os inferiores exige que não os façamos sentir sua inferioridade, não falemos com eles com ares arrogantes, que tenhamos consideração por suas fraquezas e suas necessidades, que lhes sejamos leais e francos e os governemos de maneira positiva a fim de evitar desavenças e, conseqüentemente, erros... (Pág. 244)

474- É preciso instruir-se, estudar, porque a vocação da inteligência é de conhecer, como a da águia é de planar alto e contemplar o sol. (Pág. 250)

475- É preciso instruir-se, estudar, para, no tempo oportuno, espalhar a luz sobre aqueles que têm necessidade. (Pág. 250)

476- A boa conversação é um meio de educação, um excelente meio de educação. (Pág. 254)

477- Quantas qualidades e quantos defeitos se manifestam numa conversação! (Pág. 254)

478- Falar bem é um mérito, mas é preferível falar justo. (Pág. 256)

479- Saber propor um ponto de vista, saber escutar aquilo que nos é dito, são coisas essenciais a colocar em prática para se fazer numa conversação. (Pág. 256)

480- Em muitas ocasiões, a prudência é, primeiramente, saber calar, mas, é preciso, na ocasião certa, saber falar. (Pág. 257)

481- Falar quando é preciso é, talvez, uma das mais difíceis condições da prudência. (Pág. 257)

482- A reputação não é outra coisa que a opinião pública. (Pág. 259)

483- A reputação é o verniz, o dourado de nossa existência pública assim como a concórdia e a paz são os atrativos de nossa vida particular. (Pág. 259)

484- A reputação é a mais legítima recompensa da virtude. (Pág. 259)

485- A aquisição de um bem sempre custa, mas ama seu trabalho se se estima aquilo que se procura. (Pág. 260)

486- A honra é séria, grave. Ela exige a temperança até à frugalidade... Ela foge da frivolidade. (Pág. 260-261)

487- Somos continuadores das Famílias pela afeição, conselhos e dedicação aos educandos. (Pág. 262)

488- Só fazemos o bem à criatura humana amando-a, qualquer que seja sua idade, sua posição. (Pág. 262)

489- A indiferença e a insensibilidade são sempre incapazes de iluminar e inspirar fidelidade ao dever, pois, dar é um ato de benevolência e receber, a verdade e o ensinamento, é um ato de persuasão. (Pág. 262-263)

490- A bondade será sempre o mais feliz talismã que traz de volta as almas extraviadas. (Pág. 263)

491- A bondade e a condescendência são os únicos meios eficazes para reformar os caracteres duros. (Pág. 266)

492- Discernir aptidões é uma obrigação dos Pais, e visto que eles nos confiam seus filhos, nós devemos educá-los, formá-los como eles o fariam: não somente para o Presente, mas para o Futuro. (Pág. 267)

493- A oração é o segredo, a força, o poder da Educação. (Pág. 269)

494- A união, para nós, terá seu princípio no terno Amor de Jesus Cristo que deve unir nossos corações e se traduzir especialmente junto aos nossos alunos numa grande unidade de visão e de conduta pela Caridade e na Caridade. (Pág. 270)

495- Agir com unidade de visão e de princípios, de conduta e de sentimentos, é um ato de submissão. (Pág. 270)

496- Agir com unidade de visão e de conduta é um ato de múltipla caridade. É cortar muitos desgostos, censuras, aborrecimentos, e é favorecer uma perfeita inteligência. Assim, ajam unanimemente: pela maneira de Ensinar; pela maneira de Punir e de Recompensar; pela maneira de Conduzir e Recuperar. É o essencial. (Pág. 270)

497- Para o caráter, o coração e o espírito pedem cuidados particulares. (Pág. 271)

498- Ajam em conformidade para conservar a união entre os alunos dos diferentes cursos, a afeição e o suporte dos grandes pelos pequenos, nos estabelecimentos onde os contatos são fáceis. (Pág. 271)

499- As boas maneiras são um modo de agir simples, gracioso, encantador, que caracterizam uma pessoa nas menores coisas. (Pág. 276)

500- Um bom costume a retomar, e sobre o qual é preciso lembrar todos os dias, é o de agir com bondade. (Pág. 279)

501- O que é o Dever? É a Vontade de Deus manifestada sob a forma de uma ordem a executar, de uma Missão a cumprir, de uma Dívida a saldar, do bem estar e mesmo da felicidade a espalhar em volta de nós. (Pág. 285)

502- É na família que se produzem, maravilhosamente, os mais tocantes atrativos divinos. (Pág. 295)

503- O Exemplo é o mais suave perfume e é mais penetrante que o cinamomo. (Pág. 301)

504- O Exemplo é um conselho delicado, é uma conversa persuasiva. (Pág. 301)

505- O exemplo é o meio mais curto, como também o mais certo, de acusar, de confundir, sem muito humilhar. (Pág. 301)

506- Ser dedicado aos nossos alunos é um dos traços, o traço mais característico de nossa vocação ao Instituto dos Santos Anjos, que deve existir somente para o Bem das pessoas. (Pág. 305)

507- É preciso que nossa dedicação esteja repleta de caridade e ternas delicadezas, porque é preciso sempre : amar para atrair, amar para corrigir, para santificar, para sustentar, para consolar, para reconduzir, amar sempre. (Pág. 310)

508- O coração humano, criado para e pelo Amor Infinito, somente reconhece e aceita as proposições e os dons do Amor. (Pág. 310)


_______________________________

Nota:

Do 1 ao 50 – Livro: A Fundadora da Congregação dos Santos Anjos de Jean Ladame )

Os números 51 e 52 – Livro: Um Anjo na Terra

Do 53 ao 61 – Virtudes de Madre Maria São Miguel, do Livro: “Um Anjo na Terra”

Do 62 ao 135 – Documentos/Manuscritos diversos da Congregação dos Santos Anjos

Do 136 ao 508 - Instruções atribuídas à Mère Marie Saint Michel Poux, Fundadora da Congregação dos Santos Anjos

ASSUNTO

PENSAMENTO

Abnegação

6 - 57

Aceitação

320

Advertência/Repreensão

432 – 433 – 437 – 438 – 444

Afabilidade

444

Alma

91 – 198 – 206 – 231 – 259 – 282 – 297 – 300 – 333 – 374 – 390 - 414 – 424 – 429 – 453

Amabilidade

307

Amenidade

381

Amor/Amar

15 – 25 – 41 – 53  - 107 – 121 – 137 – 138 – 142 – 143 – 145 – 162 – 182 – 231 – 271 – 284 – 285 – 286 – 287 – 288 – 289 – 290 – 292 – 293 – 294 – 296 – 298 – 299 – 300 – 356 – 362 – 431 – 443 – 485 – 488 – 507

Ao entrar em sala de aula

48

Aptidões/Paixões/Tendências

18 – 21 – 45 – 255 – 257 – 260 – 352 – 368 – 375 – 492

Assiduidade

370

Atenção/Cuidar/Velar

16 – 37 – 146 – 152 – 279 – 446 – 451

Autoridade

157 – 158 – 159 – 160 – 161 – 211 – 286 – 327 – 328

Bem falar/Conversar

5 – 113 – 476 – 477 – 478 – 479

Benignidade

454- 455 – 456 – 467

Boa lembrança

105

Boas Maneiras

499

Bondade/Generosidade/Suavidade

37 – 47 – 94 – 114 – 144 – 149 – 151 – 161 – 175 – 180 – 200 – 203 – 237 – 238 – 239 – 240 – 241 – 242 – 243 – 244 – 249 – 250 – 251 – 275 – 289 – 298 – 300 – 330 – 452 – 453 – 454 – 459 – 461 – 490 – 491 - 500

Bons Cristãos/Cristãos

4 – 7 – 114 – 132 – 155 – 192 – 286 – 363 – 401 – 443

Caráter

374 – 375 – 376 – 377 – 382 – 419 – 491 – 497

Caridade

452 – 469 – 471 – 494 – 496 – 507

Cegueira/Negligência

271 - 272

 

ASSUNTO

PENSAMENTO

Ciências

11 – 12 – 18 – 82 – 117 – 120 – 177 – 229 – 230 – 317 – 360 – 373

Colaboração

9

Como os Anjos

69 – 70 – 96 – 193 – 194 – 197 – 198 – 355

Comportamento

418

Concessões

106 – 337

Condescendência

147 – 156 – 157 – 175 – 378 – 434 – 491

Confiança

198 – 286 – 295 – 307 – 449 – 450

Conhecimento/Conhecimento de si/Conhecer/Saber

116 – 123 – 308 – 310 – 311 – 312 – 314 – 315 – 318 – 319

Constância

138 – 139

Co´pia de Jesus Cristo

42 – 44

Coração

14 – 16 – 30 – 33 – 39 – 47 – 50 – 70 – 78 – 90 – 100 – 104 – 109 – 129 – 138 – 151 – 207 – 231 – 232 – 233 – 234 – 235 – 244 – 249 – 250 – 307 – 345 – 347 – 356 – 377 – 379 – 380 – 415 – 418 – 419 – 425 – 427 – 442 – 447 – 461 – 497 – 508

Coragem

136 – 263 – 333 – 390 – 391 – 392 – 393 – 394 – 395 – 396 – 397 – 398 – 399 – 400 – 401 – 402

Correção

435 – 436

Cultura

118

Dedicação

6 – 9 – 10 – 11 – 14 – 36 – 37 – 54 – 196 – 199 – 202 – 265 – 301 – 302 – 303 – 304 – 305 – 306 – 330 – 362 – 363 – 364 – 365 – 366 – 367 – 368 – 369 – 371 – 400 – 412 – 463 – 487 – 506 – 507

Defeito

429

Dever

280 – 287 – 300 – 378 – 489 – 501

Discernimento

27 – 28 – 30 – 50 – 85 – 492

Disciplina

106 – 107 – 327 – 328 – 329 – 331 – 332 – 334 – 336 – 338 - 339

 

ASSUNTO

PENSAMENTO

Doçura

95

Educação/Formar/Instrução

2 – 3 – 11 – 15 – 33 – 46 – 54 – 68 – 74 – 75 – 78 – 79 – 80 – 81 – 84 – 88 – 89 – 90 – 91 – 98 – 99 – 100 – 101 – 103 – 108 – 110 – 113 – 115 – 117 – 122 – 124 – 125 – 126 – 127 – 131 – 132 – 134 – 135 – 136 – 140 – 143 – 144 – 154 – 155 – 156 – 163 – 164 – 165 – 166 – 167 – 168 – 171 – 172 – 173 – 174 – 176 – 180 – 181 – 182 – 183 – 184 – 185 – 186 – 187 – 188 – 189 – 192 – 202 – 203 – 204 – 207 – 209 – 211 – 213 – 214 – 215 – 233 – 253 – 261 – 262 – 264 – 265 – 266 – 267 – 268 – 269 – 270 – 273 – 274 – 291 – 292 – 295 – 301 – 302 – 308 – 309 – 314 – 320 – 322 – 323 – 341 – 350 – 351 – 353 – 364 – 365 – 403 – 420 – 424 – 427 – 462 – 463 – 464 – 466 – 476 – 473

Elogio

430 – 431

Ensino/Ensinar

72 – 111 – 112 – 177 – 179 – 183 – 212 – 317 – 355 – 361 – 383

Entusiasmo

348

Escutar

274 – 275 – 276 – 277 – 278 – 279 – 479

Esmola respeitosa

8

Esperança

4 – 34 – 102 – 385

Espírito de Fé

44 – 140 – 141 – 148 – 153 – 159 – 160 – 257 – 258 – 259 – 321 – 353 – 442

|Estudo/Estudar

12 – 13 – 18 – 20 – 24 – 33 – 49 – 83 – 119 – 128 – 229 – 253 – 326 – 335 – 474 – 475

Eternidade

2 – 174

Exemplo/Modelo

76 – 102 – 193 – 194 – 503 – 504 – 505

Família/Pais

4 – 15 – 34 – 42 – 62 – 84 – 112 – 154 – 168 – 185 – 188 – 189 – 190 – 191 – 192 – 352 – 415 – 487 – 502

 

ASSUNTO

PENSAMENTO

Felicidade

439

Firmeza

86 – 95 – 378 – 384 – 385 – 386 – 387 – 388 – 389 – 462 – 463 – 464 – 465 – 466 – 467

Físico

16 – 17

Ganhar os corações/Ganhar as almas para Deus/Conquista dos corações

11 – 26 – 104 – 109 – 129

Honra/Honrar

416 – 472 – 473 – 486

Humildade

59 – 165 – 452

Igualdade e Desigualdade de Humor

31 – 32 – 130 – 313

Iluminar

70

Ilusão

58

Imaginação

215 – 221 – 222 – 224 – 226 – 227 – 228

Imparcialidade

96 – 160

Instrução Religiosa/Religião/

Catecismo

3 – 111 – 125 – 178 - 403 – 404 – 405 – 406 – 407 – 408 – 409 – 410 – 411 – 412 – 414

Inteligência/Bem Pensar

207 – 208 – 209 – 210 – 214 – 215 – 219 – 310 – 346 – 360 – 421 – 422 – 428 – 474

Julgamento

223 – 379 – 395

Justiça

35 – 48 – 56 – 176 – 300 – 469

Juventude/Jovens

10 – 53 – 55 – 98 – 102 – 123 – 134 – 137 – 164 – 165 – 166 – 168 – 181 – 185 – 192 – 193 – 194 – 196 – 201 – 202 – 203 – 204 – 206 – 218 – 262 – 273 – 305 – 382 – 458 – 465

Memória

215 – 216 – 217 – 218 – 219 – 220 - 225

Meta dos alunos

77

Misericórdia/Compaixão/Indulgente

22 – 432 – 441

Modéstia

471

O Bem

441 – 442 – 450 – 488

Obras Paroquiais

9

Oração/Rezar

34 – 38-  40 – 97 – 99 – 181 – 198 – 200 – 229 – 283 – 292 – 493 – 494

Orgulho

381 – 389

Orientação/Cultivo

19- 21 – 22 – 23 – 42 – 43 – 63

Paciência

86 – 95 – 445

ASSUNTO

PENSAMENTO

Pensamento (como ato de pensar)

372 – 422 – 423 – 428

Perseverança

6 – 60 – 355 – 445 – 462

Persuasão

281 – 489

Piedade

7 – 61 – 132 – 168 – 251 – 357 – 358 – 359

Polidez

313 – 468 – 469 – 470 – 471

Preconceito

446 – 447 – 448 – 449

Prudência

26 – 27 – 28 – 29 – 175 – 198 – 295 – 296 – 480 – 481

Razão

257 – 258 – 259 – 383 – 385 – 386 – 387 – 421 – 426

Reconhecimento

169 – 170 – 248

Regularidade

58

Reputação

482 – 483 – 484

Respeito

182 – 203 – 251 – 295 – 472 – 473

Responsabilidade

321

Retidão

327 – 328

Rivalidade/Emulação

51 – 65 – 66

Sentimentos cristãos

47 – 150

Simplicidade/Simples

43 – 92 – 93

Solicitude/Prevenir

52 – 69 – 94 – 197 – 201 – 287 – 354

Submissão

495

Talentos

116

Tempo

349

Ter calma

457 – 458 – 459

Trabalho

340 – 341 – 342 – 343 – 344 – 345 – 346 – 347

União/Unidade

494 – 495 – 496 – 498

Vaidade

428

Vício

256

Vigilância

4 – 64 – 183 – 327 – 328 – 368 – 370 – 442 – 456

Virtude

133 – 254 – 260 – 373 – 424 – 425 – 426 – 429 – 470 – 471

Vocação ao Magistério, ao Ensino/ Apostolado do Ensino/ Nossa Missão e Vocação

6 – 41 – 49 – 55 – 64 – 71 – 73 – 75 – 86 – 87 – 134 – 166 – 167 – 175 – 177 – 186 – 195 – 265 – 291 – 294 – 316 – 324 – 325 – 413 – 506

Zelo

24 – 37 – 94 – 144 – 200 – 355 – 448