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Notícias da Fundadora

Serva de Deus Madre Maria São Miguel Poux

Este espaço é dedicado ao registro e à divulgação de conteúdos relacionados à vida e ao testemunho da Madre Maria São Miguel Poux, Serva de Deus e Fundadora da Congregação dos Santos Anjos, batizada como Bárbara Elisa (em francês, Barbe Élise).

 

Aqui você encontrará conteúdos que apresentam e aprofundam sua história e espiritualidade, contemplando:

  • Sua família e infância

  • O despertar de sua vocação

  • Sua missão e carisma

  • Sua espiritualidade e caminho de santidade

  • Suas virtudes heroicas e ensinamentos

  • A vivência das virtudes teologais em sua vida

  • A história e a missão da Congregação por ela fundada

  • Notícias e atualizações sobre o processo de beatificação

  • Relatos de graças alcançadas por sua intercessão

  • Informações sobre possíveis milagres

  • Orações próprias

  • Outras notícias e conteúdos relacionados

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Vocação que Nasce no Coração de Deus

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Serva de Deus Madre Maria São Miguel Poux, Fundadora da Congregação dos Santos Anjos

Quando Deus pensou na criatura humana, Ele a criou à sua imagem e semelhança, colocou em seu coração e em sua alma, uma centelha de amor, capaz de amá-Lo acima de tudo, amar e respeitar os seus semelhantes, cuidar do Planeta, sendo justo, honesto, com a capacidade de sonhar, ser feliz, prosperar e ajudar a humanidade a ser melhor, ou seja, a ser de Deus.

Assim, não foi diferente com Madre Maria São Miguel Poux, Fundadora da Congregação dos Santos Anjos.

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O desapego de Poligny e a partida para Lons-le-Saunier

“Tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus”. Rm 8,28

Deus tem um propósito de vida e de amor para cada criatura humana e concede-lhe dons específicos, espírito de sabedoria, de discernimento, de fortaleza e a capacidade de fazer escolhas conforme o próprio Evangelho de Jesus.

Barbe-Élise foi dotada desses e outros dons que, com determinação, coragem, e fé, soube conduzir o projeto que lhe era proposto.

Com a firme convicção de que deve aceitar o chamado para a nova missão, Élise, após ouvir conselhos de vários sacerdotes, inclusive do seu irmão Padre Bonaventure e do Bispo Diocesano, comunica às famílias das suas alunas, que a escola em Poligny, deixará de funcionar, no próximo ano escolar, tendo em vista ter sido chamada para assumir a direção do Internato Santos Anjos, em Lons-le-Saunier. A sociedade de Poligny, certamente muito pesarosa, acata o nobre motivo do fechamento da escola da professora Élise.

Devemos lembrar que na França, o ano letivo escolar tinha início no mês de novembro e terminava no último dia do mês de junho.

 

O nome Santos Anjos soa para Élise como uma suave brisa que aquece seu coração, alimenta seu espírito e fortalece seu desejo de adorar e servir a Deus, no mais íntimo do seu ser.

 

 Desde cedo ela fora impregnada pela devoção aos Santos Anjos, pelos filhos de São Francisco, Franciscanos e Capuchinhos, principalmente do Padre Josime, capuchinho, e grande amigo da família e do Padre Agathângelo, o fundador e protetor do Internato Santos Anjos.

 

Élise, após tomar todas as providências necessárias, pois era extremamente cuidadosa e organizada, com esperança e total submissão à vontade de Deus, parte para Lons-le-Saunier, juntamente com sua mãe, senhora Elisabeth-Genèvieve e a empregada Maria,  levando consigo a certeza de que o seu desejo de ser Religiosa estava para ser concretizado.Era o dia 21 de setembro de 1831.

Enfim, Lons-le-Saunier e a Direção da Escola!

Chegando a Lons-le-Saunier, Barbe-Élise foi recebida com alegria e cordialidade, sendo proclamada Diretora do Colégio.

O Colégio, de aparência modesta, estava localizado a Rua Saint-Désiré nºs 38-40, perto da igreja paroquial. Foi comprado pelo Pe. Agathângelo, profundamente preocupado com a formação cristã das crianças e jovens após a revolução francesa e outras invasões. Compunha-se de dois prédios, separados por um pátio, ligados por uma escada com um belo corrimão de ferro. Élise, começou por estruturar a escola, com disposição dos móveis o que tornou os espaços mais agradáveis e mais amplos.

Distribuiu as tarefas entre suas colaboradoras, recomendando às professoras que preparassem bem as atividades. A mãe de Élise ficou responsável pelas crianças.

Élise também preparou um prospecto que foi distribuído à população, o que era novidade em Lons, que começava assim: “Instrui teu filho e ele será tua paz, e fará as delícias de tua alma” (Eclo. 69). E o fim principal do Estabelecimento: “A Religião é a base de nossa educação”.

Depois dava, com precisão, os meios que seriam aplicados para estimular ao estudo as alunas que lhe fossem confiadas. “Haverá notas diárias em todas as matérias e em cada aula, cujo valor será conhecido pelas alunas.”. Enfim, eram cinco práticas estabelecidas com clareza.

E a entrada das aulas no dia 03 de novembro, anunciou-se próspera! Teve início com a missa do Espírito Santo, na paróquia, celebrada pelo padre Jean Ecoiffier. Em seguida, dirigiram-se ao colégio para os protocolos normais de início de ano, com as alunas internas e externas.

Sempre confiante e com o cuidado de tudo atribuir a Deus, Élise repetia: “É preciso, em qualquer tempo dizer: ‘Que vossa vontade seja feita, Senhor”.

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Prédio onde funcionou o Colégio dos Santos Anjos em Lons-le-Saunier, França.

Hoje em dia funciona comércio

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A busca constante de Élise e o surgimento de uma bela amizade

“É o sopro do Espírito Santo que vivifica os atos para a eternidade.” Manuscritos

Durante a experiência bem sucedida, na escola em Poligny, mas com certeza inquietante, Élise procurou aperfeiçoar-se na sua missão de professora e diretora, sem deixar de lado a vivência profunda de uma espiritualidade radicalmente evangélica.

Também buscava se aperfeiçoar nas artes, com diversos tipos de bordados, inclusive com cabelos, e outras atividades, uma forma agradável de orientar melhor suas alunas. Para isso, nas férias escolares, sempre que possível, ia a Lons-le-Saunier, para encontrar-se com, a também professora e diretora, a senhorita Anne Viret.

As duas almas extraordinárias partilhavam sua vida de oração, sua espiritualidade e o desejo de sempre mais agradar a Deus. Assim nasceu uma profunda e bela amizade.

A amizade, quando construída sob os pilares do Evangelho, torna-se um fascinante caminho que conduz à santidade. Élise e Anne, dão, assim, prosseguimento ao desejo impresso em seus corações, na busca constante de servir somente Àquele que é o consolo e o descanso de suas almas.

Anne Viret dirigia o internato Santos Anjos em Lons-le-Saunier para meninas e jovens. De saúde frágil, mas de caráter firme e determinado, foi conduzindo a educação das alunas a ela confiadas, de maneira admirável e honrosa e era estimada por todos.

Depois de algum tempo, Anne Viret adoeceu e veio a falecer. Antes do seu falecimento, expressou claramente seu desejo: que a sua substituta na direção do Internato fosse a sua amiga Barbe-Élise, de Poligny.

Élise, por sua vez, demorou dois longos anos para ter a certeza de que essa era a vontade de Deus. Quanto deve ter rezado, quantos aconselhamentos, quantas incertezas. Era preciso pensar na sua Escola, na mãe de saúde frágil e viúva, no seu profundo desejo de se consagrar ao Senhor, na vida religiosa.

Chegar a um consentimento total passa por um longo itinerário, em que a alma se desprende, pouco a pouco, dela mesma, abandona-se Àquele que tudo pode por ela e que só deseja ser amado.

E nessa etapa, a alma deseja somente Deus e nada mais.

Élise repetia mais tarde:  “Entreguemos a ELE nossa vida, nosso futuro ...”

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O Girassol está sempre voltado para o Sol. Assim, como Anne e Élise sempre voltadas para a Luz maior que é Deus.

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O sonho frustrado para a Vida Religiosa de Barbe-Élise e o sucesso como professora e diretora

“Deus se serve dos pequenos para realizar grandes obras”. Mère Poux

Nas férias escolares, Élise gostava de passar um tempo com sua tia religiosa da Congregação de Santa Marta, no Hospital “Hôtel-Dieu”, em Chalon.

Com a ternura de criança, mas com uma postura firme e determinada, acompanhava a Irmã enfermeira, cumprindo com carinho as funções de auxiliar, distribuindo roupas ou levando refeições aos doentes. Com a tia aprendia o caminho da espiritualidade.

Essa experiência marcou profundamente Élise, pois, por diversas vezes lembrava, com carinho, desse tempo abençoado, partilhando o aprendizado com as Irmãs e o quanto a fez crescer na misericórdia, na compaixão e no desejo de servir a Jesus nos pobres e doentes.

A vocação da futura Fundadora da Congregação dos Santos Anjos, foi se formando desde a sua tenra idade, com as orientações da mãe, da tia religiosa, no convívio e experiência de uma família profundamente católica e no contato com Padres e Religiosas. Cresceu e se tornou forte e vigorosa que nenhuma tempestade a fez sucumbir.

Barbe-Élise desejava ardentemente ser religiosa. Porém, sua irmã Geneviève entrou na Congregação das Irmãs do Saint Esprit, em Poligny, antes dela.

Algum tempo depois, Élise também, entrou na mesma Congregação, mas ainda não havia feito os votos. No entanto, sua mãe adoeceu e ela, colocou-se diante de Deus em profunda oração para saber o que deveria fazer e decidiu consultar seu confessor, Padre Zosime, que lhe disse: “O convento onde você deve entrar, ainda não está fundado! Ajude sua família, receba alunas!”

Que bela profecia!!! 

Palavras essas que serão a marca divina para autenticar a vocação de Barbe-Élise e o projeto da Congregação dos Santos Anjos.

E assim, obediente à vontade de Deus e pelo amor e cuidado com sua família, Élise volta para casa e abre uma escola, em 1822, com a devida autorização da Prefeitura, em um pequeno e agradável imóvel na propriedade da Família.

 Começa assim, sua carreira de professora e diretora, que perdurou por nove profícuos anos, com a colaboração de sua dedicada mãe.

A fama da nova professora, logo se espalhou. Suas alunas destacavam-se na sociedade, não só cientificamente, mas também junto às famílias, na Igreja e nos locais públicos, na postura adequada e pela educação que as distinguiam das outras crianças e jovens.

 

Nesse tempo exitoso, Barbe-Élise não deixou esmorecer o desejo de se tornar religiosa e entregar-se totalmente ao Senhor, como diria mais tarde: “Só a Deus busquemos!”

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Escola da professora Élise

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Conhecendo a Família POUX

Os pais de Barbe Élise casaram-se no dia 07 de setembro de 1795, em Besançon (Departamento do Doubs), França.

Ele, Bonaventure Poux, conheceu a ascensão social, o que permitiu seu casamento com uma jovem de uma grande família burguesa de Chalon-sur-Saône, Elisabeth-Françoise Geneviève Chandelux, enraizada, através de seus ascendentes, numa burguesia urbana, frequentada por advogados e ricos comerciantes.

As duas famílias, estão ligadas à vida da Igreja, cujas genealogias revelam vários padres e religiosas.

  • Após o casamento, moraram em Champagnole (Jura), onde nasceu o 1º. filho, um menino, Joseph Poux, no dia 1º. de agosto de 1796 e faleceu ainda criança nesse mesmo local.

 

A família, a seguir, se instala em Planches-en-Montagne. 

 

  • Em 24 de outubro de 1797, às onze horas da manhã, em Les Planches, nasceu a 1ª. filha, Barbe Elisabeth, a futura Madre Maria São Miguel, Fundadora da Congregação dos Santos Anjos.  Seu padrinho foi o irmão da mãe, Michel e a avó paterna, Barbe, sua madrinha.

 

  • Em 1799, no dia 29 de junho, nasceu Geneviève Poux, em Planches-en-Montagne.

Geneviève tornou-se religiosa na Congregação do Saint Esprit, em Poligny, onde recebeu o nome de Soeur Élisabeth. Faleceu em 1875, quando era superiora do hospital, em Nozeroy (Jura).

 

A família se instalou em Poligny, no ano de 1800.

 

  • No dia 18 de março de 1801, nasceu Pierre Joseph Poux, que morreu ainda jovem, em Lyon, no ano de 1819.

 

  • Em 17 de agosto de 1802 nasceu Jacques Bonaventure Poux. Bonaventure foi ordenado padre e mais tarde entrou nos Capuchinhos, recebendo o nome de Frère Claude - Marie Poux. Faleceu em 07 de agosto de 1846, às 3h da tarde.

Foi um grande amigo, conselheiro, confidente e colaborador de Madre Maria São Miguel.

  •  No dia 5 de agosto de 1804, nasceu Celinie Melanie Poux, que faleceu ainda bebê.

 

  • O 7º. filho, Charles Michel Poux nasceu no dia 20 de abril de 1812. Foi o único a se casar e teve dois filhos: um menino, que faleceu aos nove anos e a pequena Marie Poux, que acompanhou sua tia Mère Poux em Morez e Mâcon. Depois foi morar em Paray-le-Monial, onde faleceu, solteira.

 

O pai, Bonaventure Poux, faleceu em Poligny, no ano de 1829, e a mãe, Elisabeth -Françoise Geneviève Chandelux Poux, no dia 9 de abril de 1839, em Lons-le-Saunier, onde repousam seus restos mortais.

Agradeçamos a Deus por essa família tão abençoada!

O pai, homem zeloso em registrar a história da família, assim escreveu em sua caderneta o nascimento de Barbe Elisabeth:

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Infância de Bárbara Elisa

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Planches-en-Montagne  |  Lugar onde Élise nasceu

Quando Bárbara Elisa nasceu, a França vivia um período difícil, violento onde, a perseguição religiosa (ou ao catolicismo), era muito forte e assustadora. Por isso, a pequena Elise foi batizada na clandestinidade, para escapar da guilhotina, ela e sua família.

No entanto, Elisa, crescia forte e corajosa. Era inteligente,muito perspicaz e, rapidamente compreendia o significado de tudo o que lhe era ensinado pela mãe, muito zelosa nos seus princípios cristãos. Crescia física e sabiamente, distinguindo atitudes positivas que a ajudavam a ser melhor e a buscar o Deus somente, como diria mais tarde: “Deus só!”

Filha de uma família de princípios patriarcais e católica, Elisa viveu sua infância, até os 3 anos, em Planches-en-Montagne, Jura, uma pequena e pitoresca aldeia,em meio a uma bela e encantadora natureza. Cercada pelo carinho e cuidado dos pais, principalmente da mãe que, desde cedo, percebeu em sua filha uma terna inclinação na busca de crescer no caminho do bem, para agradar a Deus, ela ia delineando a direção que a levaria à santidade.

Com isso, sua mãe percebendo seus dons e suas inclinações, a orientavaatravés da Sagrada Escritura.A pequena Elisa, demonstrava grande contentamento com esses ensinamentos e levava tudo muito a sério.A doce menina, muito se alegrava com tudo o que lhes era narrado e, certamente, em seu íntimo de criança inquietae ativa pela busca de Deus, desejava ser sábia, forte e corajosa como os personagens das histórias que ouvia, sempre prontos e disponíveis em lutar pelo Reino dosCéus.

A mãe a aconselhava a ir à Igreja, visitar um altar de Nossa Senhora, rezar de mãos postas e de olhos fechados. Também aprendeu que era grande honra ajudar aos pobres, os preferidos do Senhor.

Elisa gostava de repetir as belas histórias para a empregada Maria e aos seus irmãos que, apenas, as compreendiam.

Quando Elisa contava com,aproximadamente, 4 anos de idade, a família, por questões financeiras e com a morte de sua avó paterna, mudou-se para Poligny, uma cidade maior com recursos que facilitavam o estudodos filhos.

Bárbara Elisa, cada vez mais,era atraída pelos livros.À medida que foi crescendo, interessou-se em aprender Latim e Grego para ajudar seu irmão Bonaventure nas tarefas de casa, pois ele começou logo a cursar o célebreColégio dos Jesuítas.

Esse traço mostra uma vivacidade de espírito e uma curiosidade intelectual, que jamais serão desmentidas.

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Adolescência de Barbe Élise

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A casa onde Barbe-Elise viveu a partir dos 4 anos, em Poligny.

“O atrativo especial de minha alma é amar Jesus Cristo pobre...”Mère Poux

Barbe Élise, nascida em Planches-em-Montagne, em 1797, viveu, a partir dos quatro anos de idade em Poligny.

Essa cidade era encantadora para ela. Tudo era motivo de alegria, entusiasmo e admiração. Acostumada a conhecer apenas uma pequena Igreja, em Planches, encontrou em Poligny, Igrejas grandes, bonitas e atraentes. Também algumas praças chamavam sua atenção.

Existia o Convento das Irmãs do Espírito Santo que mantinha um ‘asilo’ para crianças abandonadas e um internato para meninas. Élise tudo apreciava com encantamento.

A família de Élise era profundamente cristã e toda a formação religiosa foi orientada pela mãe. Para as duas filhas, Élise e Geneviève, a mãe também se ocupou da formação cultural e científica, pois, parece, que não havia escolas para meninas na cidade.

 Elise, dotada de muitos dons, aprendeu Piano em um Conservatório. Também gostava de ler e estudar. Haja visto que aprendeu Latim e Grego para ajudar seu irmão Bonaventure.

Quando Élise completou 15 anos, em 1812, a família passava por uma certa dificuldade financeira. A mãe era muito amiga da condessa du Hamel, que lhe ofereceu um trabalho: o cargo de preceptora (educadora), num castelo próximo a Meximieux, Departamento de L’Ain,onde lhe confiaram o cuidado e a instrução de uma criança.

Podemos imaginar o carinho e o desvelo da adolescente para com a criança, o que, logo conquistou a estima dos castelães, bem como a de um Bispo, expulso de sua Diocese e hospedado no Castelo, que conversava muitas vezes com a jovem professora, esclarecendo-a sobre a doutrina cristã, recomendando-lhe viver na presença de Deus e honrar a Santíssima Virgem. Também lhe ensinou uma devoção, que mais tarde, a Fundadora dos Santos Anjos aconselhou às suas religiosas: ‘rezar pela manhã e à noite, três Ave-Marias em honra da inocência e das virtudes de Nossa Senhora’.

No anode 1814, a França foi invadida pelos exércitos Prussianos e ocuparam o Castelo. Élise, então, decidiu voltar para junto de sua família. A viagem de volta, não foi fácil.

De volta à sua casa, em Poligny, Élise reviu sua amiga Elisa du Hamel. Ambas aspiravam à Vida Religiosa e rezavam juntas.

Confeccionavam roupas para as crianças necessitadas, suas vizinhas, para elas mesmas, bordavam para a igreja, e outros trabalhos manuais, que havia aprendido com a mãe. Assim, o costume, que permanece até hoje em nossos Colégios, de preparar enxovais para mães carentes, deve vir dessa bonita experiência.

Élise, passa a sua adolescência, entre sofrimentos e alegrias, na doação, na dedicação com seus irmãos, na cooperação com os pais e na busca constante de amar a Deus e só a Ele servir.

A futura Fundadora da Congregação dos Santos Anjos, dirá, mais tarde, às suas Irmãs: “Como os Anjos, fixai vosso olhar e vossa existência em Deus... Que nada possa vos desviar desta inabalável resolução de servir somente o Senhor”.

© 2024 por Congregação dos Santos Anjos.

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